Para finalizar 2008, uma homenagem a musica mais linda do mundo: A nossa musica popular brasileira, que a trancos e barrancos está conseguindo se levantar e se Deus quiser em breve vai voltar a ocupar o lugar que sempre teve e que por um breve tempo foi roubado pelas multinacionais estrangeiras.
Representada pelo maior compositor brasileiro e um dos maiores do mundo Tom Jobim – Chega de Saudade
Que 2009 seja mais musical, mais literário, mais amor e generosidade.
Feliz Ano Novo!!
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
ENFIM... FINAL FELIZ

Outro dia, meu computador começou a desligar sozinho. Não me importei. Em seguida começou a desligar quando eu estava no meio de um trabalho. Comecei a desconfiar que alguma coisa não estava bem. Dias depois, quando eu tentava entrar, ele desligava. Entrei em pânico, chamei amigos e técnicos que me fizeram esperar dias e dias até chegar à conclusão que a parte C do disco estava perdida. Só poderiam salvar o D. Ok, eu coloco o mais importante no disco D, mas no C estava o Outlook com todos os meus endereços de email, etc. Tudo perdido.
O susto foi tão grande que eu peguei uma gripe (quando fico seriamente aborrecida, acabo ficando doente). Coisa leve, mas que me impediu de sair de casa por dois dias.
Ante ontem, surpresa! Meu filho chegou com uma sacola enorme da FNAC – Um novo computador – Note book – Zerinho! Presente de natal, de aniversário, de páscoa...
E é nele que estou escrevendo e pedindo desculpas por tanto tempo sem escrever nesse blog e pelos emails sem respostas. A meta agora é encontrar todos os endereços de novo, refazer tudo...
Será que foi por acaso que em pleno final de ano, tudo me obrigue a renovar? Acho que não, a vida tem seus motivos. Ok, renovar é a palavra de ordem.
Feliz natal!
Ante ontem, surpresa! Meu filho chegou com uma sacola enorme da FNAC – Um novo computador – Note book – Zerinho! Presente de natal, de aniversário, de páscoa...
E é nele que estou escrevendo e pedindo desculpas por tanto tempo sem escrever nesse blog e pelos emails sem respostas. A meta agora é encontrar todos os endereços de novo, refazer tudo...
Será que foi por acaso que em pleno final de ano, tudo me obrigue a renovar? Acho que não, a vida tem seus motivos. Ok, renovar é a palavra de ordem.
Feliz natal!
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
BIBIDI BOBIDI BU
Tem dias que o presente está carregado de passado.
Então, num dia assim, eu me lembrei de uma heroína de contos de fadas, num momento seu de pura paranormalidade.
Coincidentemente (ou não), ela é a princesa da Disney mais querida pelas crianças.E em espanhol, fica ainda mais bonito, não?
Então, num dia assim, eu me lembrei de uma heroína de contos de fadas, num momento seu de pura paranormalidade.
Coincidentemente (ou não), ela é a princesa da Disney mais querida pelas crianças.E em espanhol, fica ainda mais bonito, não?
sábado, 1 de novembro de 2008
ANIVERSÁRIO DO MEU MELHOR AMIGO
No momento, tenho em casa as temporadas de Sexy and the City e sempre que sobra um tempo, lá vou eu assistir mais um pouco.
No fundo é uma história de amigos e quer coisa mais importante? Amigos de todos os tipos; amigos dentro da família, fora da família, amigos de profissão, de balada, amigos virtuais, de infância, antigos e novos, não importa. São amigos.
E quem se importa com defeitos, se a gente sabe muito bem que ninguém é perfeito? São eles que no momento mais difícil estão lá, aqueles que sempre estiveram. Também são eles que nos momentos mais felizes estão ali, curtindo junto. Como seria o mundo, sem eles?
Quem é que dividiria com a gente as experiências, os momentos, as alegrias e as tristezas? Quem é que teria coragem pra dizer "Tá aí, não achei que foi uma boa você fazer isso ou aquilo..." E a gente escutar, avaliar, pra depois chegar à conclusão que ele estava certo. Ou não...
Porque a verdade é que amores, maridos e amantes, muitas vezes não são pra sempre, mas amigos, os de verdade; são.
Tenho amigos de mais de vinte anos de amizade, que conhecem minha alma mais do que eu mesma, e que eu conheço como a palma da mão. Vira extensão da gente. Uma referencia como RG. Amigos irmãos.
Assim como meu irmão-amigo que era meu irmão por acaso, porque acima de tudo, sempre foi o amigo.
Na semana que passou, fez mais um ano que passei sem ele e no próximo dia 13 seria seu aniversário. Um dia a gente se vê.
No fundo é uma história de amigos e quer coisa mais importante? Amigos de todos os tipos; amigos dentro da família, fora da família, amigos de profissão, de balada, amigos virtuais, de infância, antigos e novos, não importa. São amigos.
E quem se importa com defeitos, se a gente sabe muito bem que ninguém é perfeito? São eles que no momento mais difícil estão lá, aqueles que sempre estiveram. Também são eles que nos momentos mais felizes estão ali, curtindo junto. Como seria o mundo, sem eles?
Quem é que dividiria com a gente as experiências, os momentos, as alegrias e as tristezas? Quem é que teria coragem pra dizer "Tá aí, não achei que foi uma boa você fazer isso ou aquilo..." E a gente escutar, avaliar, pra depois chegar à conclusão que ele estava certo. Ou não...
Porque a verdade é que amores, maridos e amantes, muitas vezes não são pra sempre, mas amigos, os de verdade; são.
Tenho amigos de mais de vinte anos de amizade, que conhecem minha alma mais do que eu mesma, e que eu conheço como a palma da mão. Vira extensão da gente. Uma referencia como RG. Amigos irmãos.
Assim como meu irmão-amigo que era meu irmão por acaso, porque acima de tudo, sempre foi o amigo.
Na semana que passou, fez mais um ano que passei sem ele e no próximo dia 13 seria seu aniversário. Um dia a gente se vê.
Marcadores:
amigo,
milton carlos
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Yael Naim
Para refletir esse fim de semana, um video que fez parte da campanha da Apple. Pra mim ele tem vários significados. Me lembra o filme "Amor além da vida", o recente "O segrêdo", ou uma frase roubada do blog Miojo: “Tudo o que você faz por obrigação, tira a alegria do seu coração.” Fito Paez
Marcadores:
Yael Naim
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
ESQUINA DA CULTURA

O tempo não pára como dizia Cazuza, há anos.
Primeiro foi o rádio, que apesar de ainda ser um grande veículo de comunicações, hoje não é mais o que era na época da minha avó, da minha mãe. Cedeu lugar à TV, que começou em branco e preto, depois colorida e tomou a sala de estar, as reuniões de família pra ser definitivamente, desde seu surgimento até os dias de hoje, a grande formadora de opiniões, a líder das comunicações, geradora de empregos e sucessos. Até que apareceu a Internet.
E´a nova linguagem, Assim como tudo na vida têm seus dois lados, é claro que existe o lado cruel, a pirataria, os hackers e todos os vilões que hoje, informatizados, se escondem por trás de computadores e softwares, mas não são menos perigosos.
O lado bom é que temos total liberdade de expressão, de criação e mesmo os nossos músicos, graças a isso, não dependem mais de gravadoras para gravar e vender seus CDs. Criaram-se os Home Studios e as lojas virtuais. Fantástico, não? A mídia pode ser feita através de rádios on line (muitas bastante sérias e que não trabalham com jabás) e programas "net- musicais".
Há pouco tempo soubemos da primeira novela feita por uma emissora de TV da Internet e várias empresas anunciam seus produtos on line com excelente resposta do público. Muitas delas nasceram com a Internet, são empresas basicamente virtuais, mas com rendimentos reais. Compra-se e vende-se de tudo via Net. O virtual casa-se com o real, a ilusão se transforma em realidade e tudo muito mais rápido, perfeito e lógico.
Sábado passado fiz mais um programa de TV – virtual – Esquina da Cultura. Esse programa vai ao ar (pela internet) todos os sábados às 15hs no www.justtv.com.br. Adorei. Apresentação dos meus amigos Alexandre Terreri e Marta Corrêa. Além de entrevistas, eles dão dicas de programas, roteiros de Sampa e informações culturais.
Quem quiser ver a reprise é só entrar aqui http://www.esquinadacultura.justtv.com.br/reprises.html
E clicar no dia 11 de outubro.
Valeu galera! Adorei! Parabéns pelo programa. Um show!
Marcadores:
entrevista,
esquina da cultura,
tv
terça-feira, 30 de setembro de 2008
EU SEI QUE VOU TE AMAR
Fazia muitos anos que eu não ia á Ilhabela. Está ainda mais bela, apesar do tempo frio desse final de semana. O caminho que pegamos talvez seja ainda mais bonito que ela. Fomos pelo caminho das praias, e paramos em algumas delas. Foi quando eu percebi que mais importante do que a beleza de qualquer praia paradisíaca, são os seus habitantes; gentis, sorridentes e amigos. Isso é Brasil.
Numa das noites, sem poder sair por causa da chuva, liguei a TV e quem vejo? Roberto cantando no programa "50 anos de bossa nova"! Foi muito bom estar em Ilhabela vendo e ouvindo Roberto cantando Jobim/Vinicius. Vale à pena postar aqui pra vocês verem comigo. Eu sei que vou te amar.
Numa das noites, sem poder sair por causa da chuva, liguei a TV e quem vejo? Roberto cantando no programa "50 anos de bossa nova"! Foi muito bom estar em Ilhabela vendo e ouvindo Roberto cantando Jobim/Vinicius. Vale à pena postar aqui pra vocês verem comigo. Eu sei que vou te amar.
Marcadores:
eu sei que vou te amar,
ilha bela,
roberto carlos
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
HERE THERE AND EVERYWHERE
Tempos que não voltam mais e ao mesmo tempo sempre estarão presentes.
O passado sempre será o nosso futuro, o presente simplesmente não existe, já virou passado
Só ele importa, só ele conta a nossa história, mesmo que quase todas as histórias desse tipo se pareçam.
Às vezes o grande amor de nossas vidas chega cedo demais, às vezes se vai cedo demais, assim como muitas vezes só se percebe tarde demais.
E tudo o que resta é o passado, como um inverno triste e sem sol.
Mas o inverno não é eterno, um dia também se transforma em passado e vira primavera, pra começar tudo de novo, debaixo de um novo sol com outras flores e cores, mas o mesmo amor. Porque só ele é eterno. Aqui, ali e em qualquer lugar
Minha música preferida, feita pelos meus autores preferidos - Lennon e MacCartney -, aqui com meu cantor e músico preferido: George Benson.
O passado sempre será o nosso futuro, o presente simplesmente não existe, já virou passado
Só ele importa, só ele conta a nossa história, mesmo que quase todas as histórias desse tipo se pareçam.
Às vezes o grande amor de nossas vidas chega cedo demais, às vezes se vai cedo demais, assim como muitas vezes só se percebe tarde demais.
E tudo o que resta é o passado, como um inverno triste e sem sol.
Mas o inverno não é eterno, um dia também se transforma em passado e vira primavera, pra começar tudo de novo, debaixo de um novo sol com outras flores e cores, mas o mesmo amor. Porque só ele é eterno. Aqui, ali e em qualquer lugar
Minha música preferida, feita pelos meus autores preferidos - Lennon e MacCartney -, aqui com meu cantor e músico preferido: George Benson.
Marcadores:
george benson beatles
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
GENIAL DEPARDIEU
Foto de Depardieu na pele de Alain Moreau
Tempo frio em Sampa, viagem cancelada, etc, etc, etc, eu resolvi ver outro filme, - francês, pra ver se fazia as pazes com o cinema da terra de Moliére - "Quand j'étais chanteur", que aqui no Brasil recebeu o titulo de "Quando estou amando" (tradução nada a ver, só pra variar).
Surpresa! Apesar da direção de Xavier Giannoli – indicado a Palma de Ouro por melhor direção – eu não esperava tanto. Fui ao cinema por Gérard Depardieu (um dos melhores atores do século, na minha humilde opinião).
O filme já começa dentro de um singles bar, no show de quem já teve dias melhores; o cantor Alain Moreau. Chocante!
Gente... Seu terno branco, suas rosas vermelhas, sua pop musica anos 70 em plenos anos 2000 e a platéia quarentona e cinquentona ali, dançando e cantando com ele. Mais kitsch impossível.
Já disseram que; uma vez o cafona exercido com propósito consciente ele se transforma em kitsch. Entendi a razão pela qual, o filme está indicado para o prêmio César Awards. Aliás, os prêmios não param por aí. Vencedor de melhor som e indicações para: Melhor ator, atriz, direção, roteiro original e melhor filme francês. E´mole? E merece.
Já disseram que; uma vez o cafona exercido com propósito consciente ele se transforma em kitsch. Entendi a razão pela qual, o filme está indicado para o prêmio César Awards. Aliás, os prêmios não param por aí. Vencedor de melhor som e indicações para: Melhor ator, atriz, direção, roteiro original e melhor filme francês. E´mole? E merece.
A história: Acostumado mas também cansado com a vida que leva, ao lado da ex-mulher que se transformou em sua empresária, Alain Moreau é um cantor que não escolhe mais endereço para trabalhar e é assim que ganha a vida enquanto ainda autografa e faz fotos para as suas também cansadas fãs. Até que um dia se depara com uma corretora de imóveis nada gentil, embora discretamente bonita e muito mais jovem que ele. Essa é a sua chance de recuperar -através dela - a juventude perdida. Pronto: Um romance. Mas não é esse o tema central do filme.
O assunto mais importante é ele, que retrata fielmente a vida de um cantor – que já passou há muito dos 50 - que não chegou a ser ídolo, mas já teve seus dias de primavera e hoje em dia é um funcionário free, como qualquer outro, de cabarés, restaurantes, salões de bingo, enfim, onde puder cantar. Como diz Celso Sabadin "Existe um certo charme nostálgico no mundo decadente dos velhos cantores românticos e dos salões de baile".
As músicas não poderiam ser mais adequadas. Sucessos de Serge Gainsbourg, Charles Aznavour, Michel Delpech, Jean-Michel Rivat (até Quiçás, quiçás em francês) e Christophe – que faz uma rápida aparição -.
As melhores cenas são exatamente aquelas em que Depardieu canta, (ele também canta e bem!) sempre no mesmo estilo "iglesiano" que de tão brega virou cult. O figurino segue no mesmo estilo, tanto em relação ao artista quanto ao publico, feito de corações solitários, nesses bailes.
“Quanto Estou Amando” é apontado pela critica especializada, como o filme que melhor celebra a carreira e talento de Gérard Depardieu. Dessa vez, concordo com a crítica. O fato é que esse filme, a gente não esquece. Ao contrário; quer ver de novo. Aliás, se não me engano, eu já vi um personagem desses em algum lugar, ops…
Dica: Fique para os créditos que tem mais uma seqüência, tipo bastidores.Genial!
Dá uma olhada no trailer.
Marcadores:
Depardieu,
filme,
Quando estou amando
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
NOSSOS TROVADORES
Durante as comemorações de 450 anos de São Paulo, uma das grandes homenagens foi do grupo Trovadores Urbanos, que lançou um CD comemorativo, onde cantam canções de autores paulistas. Depois do Cd, o DVD e depois do DVD a tournée, por várias cidades do estado e bares da capital, tendo como convidados, os compositores paulistas que fizeram parte dessa homenagem.
Os Trovadores Urbanos, conhecidos por todo o Brasil, transformaram as antigas serenatas em shows particulares e personalizados ganhando sucesso nacional e internacional, com várias tournés também pela Europa.
Muito antes disso, eu já era fã dessa turma, não só pela grande qualidade vocal, mas pelo bom gosto do repertório, pelo resgate musical e acima de tudo, pela simpatia.
Como eu faço parte (felizmente) desses compositores paulistas, fui convidada pelo grupo a participar do show que fazem todas as terças no Villaggio Café, cada terça com um compositor. Viu só, que chique?
Cá entre nós, eu nunca fui muito chegada aos palcos, sempre preferi trabalhar nos bastidores, fazer minhas músicas em casa e depois entregar aos tantos e maravilhosos interpretes que gravaram minhas canções. Mas nesse caso, da terça passada, a história era outra.
Nunca me imaginei no mesmo palco que os Trovadores. Gente... Foi mais do que emocionante.
Eu até respondi algumas questões, cantei, sozinha e acompanhada e depois; foi só elogios. Mas, é claro. Quem não se dá bem quando está ao lado de um grupo desses? Eu a-do-rei!
Eu queria de novo agradecer a essa equipe linda formada por Maida Novaes, Juca Novaes, Eduardo Santana (que também é meu parceiro querido) e a Valéria Caram.
São coisas assim que fazem a gente agradecer ao destino e ao nosso Amigo Maior, que certamente está sempre torcendo pela gente, até quando a gente pensa que ele esqueceu. Esquece nada... Valeu, pessoal!
Marcadores:
cd,
dvd,
trovadores urbanos
terça-feira, 19 de agosto de 2008
A IRONIA DE CHABROL
Acabei de assistir o filme "Une fille coupée en deux" ou "Uma garota dividida em dois", direção Claude Chabrol.
A impressão que se tem é de se estar assistindo um filme dos anos 70 - apesar da história se passar em 2006 - onde a personagem central repete a fórmula de Emanuelle:
Sem qualquer defesa ela se deixa seduzir por um escritor idoso, pervertido, que a rejeita e a humilha, vivendo por outro lado a insistência de um rapaz bonito, rico, porém problemático e mimado que entra na competição por ela. Tristes e irreais opções, uma vez que se trata de uma garota jovem, bonita e independente.
Mas não pára por aí. A personagem se joga numa paixão doentia (mais pelo fato de não ser amada como queria) pelo tal escritor, independente do século em que vivemos, da autonomia conquistada pela mulher, etc. e coloca em risco seu emprego, seus valores, sua família por uma obsessão com dramáticos resultados.
Nesse caso, a arte longe de imitar a vida, se propôs a caçoar dela, deixando um gosto de "dejá vu" para o publico, que se esperava um filme com um mínimo de inovação, tudo o que conseguiu foi uma proposital caricatura.
A atriz Ludivine Sagnier, não decepcionou e Benoît Magimel encarnou o próprio angustiado vilão. François Berléand, não conseguiu convencer que seria capaz de seduzir a garota.
O que teria que passar como uma relação passional, não chegou a causar nem mesmo uma tênue emoção, tal a falta de química dos amantes, sobrando para o vilão, Benoit Magimel, as cenas de maior peso e atenção.
Em se tratando de Chabrol, seria um conto de fadas as avessas (a protagonista se chama Gabrielle Deneige – ou seja De Neve), onde a magia estaria exatamente na falta de amor – só existem obsessões – e na falta de verdade, tanto nos personagens como na história. Uma ironia, dentro do estilo. Tem gente que gosta, mas eu, particularmente e á essa altura do campeonato, prefiro um cinema mais emocionante e com um minimo de conteúdo.
A impressão que se tem é de se estar assistindo um filme dos anos 70 - apesar da história se passar em 2006 - onde a personagem central repete a fórmula de Emanuelle:
Sem qualquer defesa ela se deixa seduzir por um escritor idoso, pervertido, que a rejeita e a humilha, vivendo por outro lado a insistência de um rapaz bonito, rico, porém problemático e mimado que entra na competição por ela. Tristes e irreais opções, uma vez que se trata de uma garota jovem, bonita e independente.
Mas não pára por aí. A personagem se joga numa paixão doentia (mais pelo fato de não ser amada como queria) pelo tal escritor, independente do século em que vivemos, da autonomia conquistada pela mulher, etc. e coloca em risco seu emprego, seus valores, sua família por uma obsessão com dramáticos resultados.
Nesse caso, a arte longe de imitar a vida, se propôs a caçoar dela, deixando um gosto de "dejá vu" para o publico, que se esperava um filme com um mínimo de inovação, tudo o que conseguiu foi uma proposital caricatura.
A atriz Ludivine Sagnier, não decepcionou e Benoît Magimel encarnou o próprio angustiado vilão. François Berléand, não conseguiu convencer que seria capaz de seduzir a garota.
O que teria que passar como uma relação passional, não chegou a causar nem mesmo uma tênue emoção, tal a falta de química dos amantes, sobrando para o vilão, Benoit Magimel, as cenas de maior peso e atenção.
Em se tratando de Chabrol, seria um conto de fadas as avessas (a protagonista se chama Gabrielle Deneige – ou seja De Neve), onde a magia estaria exatamente na falta de amor – só existem obsessões – e na falta de verdade, tanto nos personagens como na história. Uma ironia, dentro do estilo. Tem gente que gosta, mas eu, particularmente e á essa altura do campeonato, prefiro um cinema mais emocionante e com um minimo de conteúdo.
sábado, 2 de agosto de 2008
OS ÚLTIMOS BRASILEIROS
“Índios da etnia Kayabí que habitam atualmente a área do Parque Indígena do Xingu, em Mato Grosso, mantém reféns desde a última quinta-feira (30) quatro pescadores e um servidor da Fundação Nacional do Índio (Funai) na Aldeia Sobradinho. Eles reivindicam a ampliação de suas terras. A informação é do coordenador de Fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Bruno Barbosa.” (noticia da UOL)
Pelo que entendi, o Brasil era um país habitado - com seus hábitos, religião, política e costumes - quando chegaram os portugueses, se auto-proclamando “descobridores” e seduziram, usaram, abusaram, mataram e expulsaram os verdadeiros habitantes do país. Não contentes, se apropriaram de ouros, pedras preciosas e ainda exigiram impostos que seriam levados para Portugal em paga por essa invasão.
Ok, isso foi há mais de 500 anos, mas isso redime a culpa?
Depois disso vieram povos de todas as partes do mundo habitar esse pobre país desfalcado e hoje quando ainda os poucos nativos que restam, resistem, são menosprezados, esquecidos, obrigados a viverem em estado de extrema penúria. A única linguagem que podem utilizar para se comunicar é a linguagem do povo que chegou depois; a violência. Eles aprenderam que seqüestrar dá resultado, então usaram. Deviam ter usado antes, mas eram ingênuos demais pra imaginar a proporção que tomaria aquela invasão. Foram os únicos realmente brasileiros, o resto é imigrante, estrangeiro, como a maioria do nosso povo. Tá certo, precisamos de progresso, mas alguém perguntou á eles se era isso que eles queriam ?
Pelo que entendi, o Brasil era um país habitado - com seus hábitos, religião, política e costumes - quando chegaram os portugueses, se auto-proclamando “descobridores” e seduziram, usaram, abusaram, mataram e expulsaram os verdadeiros habitantes do país. Não contentes, se apropriaram de ouros, pedras preciosas e ainda exigiram impostos que seriam levados para Portugal em paga por essa invasão.
Ok, isso foi há mais de 500 anos, mas isso redime a culpa?
Depois disso vieram povos de todas as partes do mundo habitar esse pobre país desfalcado e hoje quando ainda os poucos nativos que restam, resistem, são menosprezados, esquecidos, obrigados a viverem em estado de extrema penúria. A única linguagem que podem utilizar para se comunicar é a linguagem do povo que chegou depois; a violência. Eles aprenderam que seqüestrar dá resultado, então usaram. Deviam ter usado antes, mas eram ingênuos demais pra imaginar a proporção que tomaria aquela invasão. Foram os únicos realmente brasileiros, o resto é imigrante, estrangeiro, como a maioria do nosso povo. Tá certo, precisamos de progresso, mas alguém perguntou á eles se era isso que eles queriam ?
Marcadores:
arque Indígena do Xingu,
Kayabí
Assinar:
Postagens (Atom)
