Alguns
afirmam, que depois da morte nascemos de novo, voltamos pra cá, muitas outras
vezes, porem sem lembranças da vida passada, salvo raríssimas exceções. Em alguns casos, alguns flashes e só. Eu,
particularmente, tenho seríssimas razões para acreditar nisso.
De certa
maneira, no decorrer da vida, acontece quase a mesma coisa.
Outro dia revi um filme que trata disso: "Brilho eterno de uma mente sem lembranças". Roteiro de Charlie Kaufman com Jim Carrey e Kate Winslet.
Outro dia revi um filme que trata disso: "Brilho eterno de uma mente sem lembranças". Roteiro de Charlie Kaufman com Jim Carrey e Kate Winslet.
Catalogado
como ficção, o filme é na verdade uma declaração de amor, por amor e pelo amor.
Trata da ilusão, de que um dia tenha sido criada uma maquina, capaz de apagar da
mente, as lembranças indesejáveis, doloridas, perturbáveis.
Toda a trama,
ou grande parte dela é contada através da mente de Joel Barish (Jim Carrey).
Ele e Clementine (Kate Winslet) terminam um caso bastante tumultuado e ele
decide apagar as lembranças, através dessa maquina, principalmente depois de
saber que ela (Clementine), já tinha apagado as suas.
O filme se desenrola (através da mente dele) pelos momentos felizes, infelizes e os
problemas que juntos enfrentaram, deixando claro que para esquecer, antes é
preciso lembrar. E nesse processo de eliminação das memórias, aos poucos, Joel
toma consciência, de que não vale a pena perder aquelas lembranças, que bem ou
mal, fazem parte da sua vida e dá início á luta contra ele mesmo, para não
perder o único elo que sobrou da sua história de amor. As recordações de
Clementine.
A história então,
se transforma num dialogo entre a mente e as lembranças. A luta pela
sobrevivência de uma das partes, dentro da mesma pessoa.
Um grande
filme que trata de um assunto delicado, a tal ponto, que deixa uma questão no
ar. – Por piores ou melhores momentos vividos, será que vale mesmo a pena
esquecer?
No fundo a
gente sabe que no decorrer da vida, mesmo sem essa maquina que apagaria as
lembranças, elas certamente são apagadas, ou quase, de uma maneira ou de outra, até por
conta do nosso próprio instinto de sobrevivência. Sabemos também de que nada
adianta lutar para manter um elo, que fatalmente vai se quebrar.
Segundo os
reencarnacionistas, nada é gratuito, nada é por acaso e o que não ficou
resolvido, ainda será, feliz ou infelizmente. Quando e como o Universo quiser.
É ele o
brilho eterno em nossa mente, por hora sem lembranças...

