sábado, 3 de maio de 2014

JESUS SUPERSTAR


Assisti à peça, vi o filme, li vários livros sobre e continuo interessada no meu super herói. Jesus Cristo. Não sou evangélica, nem católica e nem tenho a pretensão de me incluir em qualquer ordem religiosa. Só gosto Dele. E por gostar Dele, acredito especialmente numa das muitas mensagens que Ele deixou - Divulgue as boas novas - Ame.

É claro que por mais que se tente amar a tudo e a todos, fica difícil, num planeta em que há tantos problemas, tantas pessoas que voluntariamente ou não, nos machucam. E apesar de termos um modelo de perfeição a seguir (ofereça a outra face), ninguém ou quase ninguém, consegue esse feito.

Mas quanto à divulgação, o marketing, não só é eficaz, como é extremamente interessante, até mesmo em termos de história.

Por essas e outras, não entendi direito esse movimento brasileiro contrário, em relação ao musical que conta a Sua história. Essa história, não importa como seja contada (com musicas, revisitada, modernizada ou não) é sempre a mesma. Eu sou a favor Dele, da Sua história, da divulgação de Suas palavras. Não importa que sejam elas ditas ou cantadas, em inglês, francês, português, alemão. - Divulgue as boas novas - Lembra?

Se contada de forma diferente, ela interessa até a quem nunca se interessou; está valendo.

E cá entre nós, eu gostei muito do que assisti. Conheço gente que passou a fazer parte do Seu fã clube, depois da peça musical.


Que me perdoem os que não concordam, mas são palavras de uma fã incondicional que não perde uma oportunidade pra falar do seu Ídolo - Jesus Cristo Meu Super Star.




sexta-feira, 11 de abril de 2014

ABRIL



A cada dia se morre um pouco.
E a gente vai morrendo lentamente, mesmo sem se dar conta disso, cada vez que se perde alguém e com esse alguém, um pedaço da nossa história. Mas seguimos em frente, sem aquela parte amada que deixou no seu lugar um ferimento invisível a olho nu, mas latente no sentimento, até virar cicatriz. E depois outra e mais outra e outra...

Até que a alma já calejada em se deixar machucar, se acostuma a ser cada vez mais só. E se torna mais forte, nem se importando mais em ser machucada de novo.

Ficam as lembranças, às vezes doloridas, às vezes sedativas, às vezes duvidosas, como se o passado fosse um filme, que nem parece mais, que tenha sido uma realidade vivida.

Fica o amor. Uma vez amado, amado está, me disse uma vez, um amigo.
Não importa o tempo que passe, não importa a separação. Nada importa quando o amor existe, porque ele não parte. Ele não passa como passam os outros sentimentos. Às vezes encoberto por nuvens de mágoas, às vezes distante ou calado, ele continua e continuará sempre e sempre. Porque não é mortal; ele tem vida eterna.

É a única razão de estarmos aqui. A melhor das bênçãos, a maior das tristezas, a pior das dores, a verdade da vida.


A cada dia eu aprendo um pouco, eu choro um pouco, mas tenho um pouco mais de certeza, de que não foi pouco o tanto que eu te amei.


sábado, 29 de março de 2014

UMA SAUDADE A MAIS


Desde muito jovem, seu sonho era ser cantora, como seu ídolo Orlando Silva. Mas os tempos eram outros e os impedimentos familiares maiores, então ela continuou estudando, foi trabalhar como secretária numa grande empresa e começou a colecionar os discos dele, um a um, como se fossem o seu grande tesouro. Talvez nem mesmo o próprio Orlando Silva tivesse o acervo que ela havia conseguido reunir. 

O tempo passou e ela com sua coleção, até que um dia conheceu meu pai num baile beneficente kardecista e em três meses se casaram.
Um ano depois, ela sem mais trabalhar na empresa em que ficara por mais de dez anos, sua ocupação era cuidar de mim, da casa e num impulso, resolveu um dia vender sua coleção. Ela precisava do dinheiro pra comprar mais roupinhas pra mim.

Mais de 40 anos se passaram, meu pai morreu, meu irmão morreu e ela já idosa, ligava o radio na esperança de ouvir entre tantas canções do seu tempo, o seu ídolo, que também já tinha partido.  Foi quando eu finalmente encontrei, em CDs, a coleção completa de Orlando Silva.

Cheguei à sua casa com o presente e ela não sabia nem o que escutar primeiro. Parecia uma criança que encontrava seu brinquedo perdido há tanto tempo. A coleção vinha com um álbum contando toda a trajetória profissional e pessoal dele e eu li pra ela tudo o que, com sua frágil visão, ela não conseguia mais. Momentos raros, em que ela me ouvia, sorria e voltava a ser a mesma mãe que eu conhecia quando jovem. Há tempos, ela vinha se despedindo da vida, sem mesmo ninguém saber.

Pouco tempo depois, ficou muito doente e nós trocamos os papéis, era eu que agora me ocupava dela. Em vão, era chegada sua hora de ir embora.


Hoje seria seu aniversário e nem é preciso que eu feche meus olhos, para ouvir sua voz cantando junto com ele, em frente ao toca discos, sentada no seu sofá, na sala do seu apartamento. Uma saudade a mais, uma esperança a menos...



sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A arte pela arte


Arte é arte e ponto.
Não importa que seja um filme, uma peça de teatro, um livro, uma música uma tela ou uma novela. Todo trabalho de criatividade é arte.

Acabamos de assistir uma história que poderia ser um filme, uma peça de teatro e era uma novela.
Dentro da arte, não existe trabalhos menores, a não ser pela qualidade. E o que vimos foi de extrema qualidade. Como dizia uma amiga, escritora: “Os grandes romances, hoje considerados clássicos, foram também, em seu tempo, simples novelas, folhetins publicados em capítulos nos jornais”.

É obvio que nada pode ser unanime, nem 100%perfeito. Assim como não amamos todas as músicas de um CD ou todo o elenco de um filme ou de uma peça. Mas amamos o que toca nosso coração. E é simplesmente essa a intenção da arte.

Já vai longe o tempo, em que se comentava que novelas de TV seriam apenas uma arte menor. Hoje em dia, nossas novelas não são apenas assistidas por todo o país, mas são vistas e premiadas pelo mundo inteiro, tal a seriedade de toda uma equipe, somada ao talento dos nossos escritores e atores.

Tive a honra de estar presente com minhas músicas em várias delas (algumas ainda no ar, nesse momento) e espero participar de outras.

Amor à vida já está deixando saudade nesses seus últimos dias, como outras histórias que levamos na lembrança, sejam novelas, romances, filmes ou peças de teatro que leram nosso confuso coração. Quem sabe tenha sido pelas mensagens subliminares além das óbvias? Quem sabe por nos fazer lembrar o que deixamos de viver, nesse mundo apressado da própria mídia?
Quem conhece arte reconhece quando uma obra é feita com o coração.
É só uma questão de amor, de vida. Assim foi "Amor à vida".


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

O PODER INVISÍVEL



Uma das noticias mais comentadas no momento, segundo jornais especializados, é de que o leonino presidente francês, desprovido de beleza ou carisma é, no entanto, objeto de desejo entre duas mulheres interessantes, senão mais.

Um homem poderoso sempre exerceu fascínio, entre as mulheres. Assim como a mulher poderosa entre os homens. Ele não precisa ser bonito, nem inteligente, mas poderoso. Um homem de terno e gravata (símbolo do poder, mesmo não sendo) sempre foi o preferido, entre 10 musculosos (esses, atraentes para jogo rápido).

Na verdade, o que é apaixonante é o poder e tudo em torno dele atrai, tanto homens como mulheres. Sendo assim, inconscientemente ou não buscamos esse poder a todo custo, seja na profissão, na conta bancaria ou na estética, o que estiver mais dentro das possibilidades de cada um. De posse desse tal poder - diz a mídia - seremos "amados". E é essa a meta da humanidade, o grande prêmio.

A verdade é que, nem dinheiro, nem status profissional muito menos beleza, são atributos eternos ou nos oferecem alguma garantia. Tudo pode mudar do dia pra noite, sem aviso prévio e o que sobra, são valores invisíveis, impossíveis de se reconhecer a primeira vista, o tesouro escondido, como nos contos de fadas.

Mas a gente cresceu e esqueceu que o invisível é o mais importante, porque não é efêmero e que invariavelmente o bem vence o mal, ainda que seja nos últimos capítulos da história. A propaganda do dia a dia nos convenceu de que o vencedor é o poderoso, pelo menos enquanto detém o poder. A ilusão nos comprou.


Então, como Jafar em luta pela lâmpada mágica, trapaceamos e nos enganamos, lutando contra nós mesmos, porque sonhamos com um poder que atravesse limites, que realize sonhos, que possibilite o impossível, sem perceber que esse poder está onde sempre esteve; a capacidade de amar simplesmente, como qualquer mortal, para só assim, sermos finalmente amados.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

REVEILLONS



Entre perdas e ganhos, conseguimos chegar ao final do nosso ano e se resolve fazer o balanço do ano que passou.
 - Mas que ano?
No calendário judaico, a partir do anoitecer do dia 04 de setembro de 2013 inicia-se o ano 5774

No calendário Gregoriano estamos em dezembro de 2013. Conforme proposta feita por Dionísius Exiguus10 (470 - 544) monge romeno, o marco inicial da cronologia cristã tem como data o ano do nascimento de Cristo 11.
Para esta mesma data outros calendários apontam anos diferentes, como: Ab urbe condita 2766; Calendário Babilônico 6763; Calendário bahá'í 169–170; Calendário budista 2557; Calendário hindu Vikram Samvat 2069–2070; Calendário hindu Shaka Samvat 1935–1936; Calendário hindu Kali Yuga 5114–5115; Calendário Holoceno 12013; Calendário iraniano 1391–1392; Calendário Islâmico 1434–1435 entre outros.

São muitos reveillons nesse nosso planeta e sendo assim, o balanço de final de ano tanto pode ser em dezembro, como em outra data, dependendo de diversos fatores. Todos os dias podem ser o ano novo em algum lugar.

E se todas as manhãs são "um ano novo", todo tempo é tempo de recomeçar, acabar, iniciar, reiniciar. Não importando ser dezembro ou setembro, 2013 ou não. A própria natureza repete que depois do dia vem a noite, da escuridão vem a luz, depois do inverno, a primavera. Recomeçando sempre.

O mais importante está no caminho, o que fazer entre um "fim de ano" e outro, sendo que cada minuto é uma opção, um futuro que se elege, descartando outro, sem demora pra decidir, no tempo entre o amanhecer e o anoitecer.

Assim, renascemos todos os dias. Errando e acertando, perdendo e ganhando, consciente ou não festejando a vida, no nosso eterno reveillon.

Feliz mais um reveillon, para todos nós.



sábado, 16 de novembro de 2013

ONDE ANDA A POESIA?



Por diversas razões, eu me dou muito bem com a época em que vivo. O que seria de mim sem internet, antibiótico, Iphone, anestesia, whatsapp, Boeing, redes sociais? Ok, tudo certo, porem, em matéria de arte, tudo vai de mal a pior e isso é publico e notório.

Não dá pra comparar em qualidade o que se fazia nos anos 40, 50. Tempo em que eu nem era nascida.

Cadê o Sinatra de hoje? Onde andam os Cole Porters? Os Gene Kellys?  Os grandes musicais? Tudo isso deu lugar a grande maioria de musicas sem melodia, a cantores que não passam emoção, alguns nem cantam, a filmes descartáveis ou de grande violencia física e psicológica ou as comédias sem compromisso, com raríssimas boas exceções.

Concordo que a informática, a medicina, têm dado largos passos, a odontologia idem (graças á Deus) entre outros segmentos e por mais que se critique o aumento de violencia, eu sei da grande preocupação e possível solução (como aconteceu nos Estados Unidos) em relação a isso.

Mas artisticamente demos um passo para trás. Não caminhamos com os outros, porque no domínio da arte, quando não se avança, fica. E enquanto fica o resto anda, os outros vão.

Arte é tocar, é emocionar, é sensibilizar. Fazer chorar ou rir, fazer pensar ou questionar. E como sabemos através da história, a cultura e arte andam juntas e são fundamentais para o progresso do país, do mundo.

Sendo assim, ainda que a ciência e a tecnologia estejam galgando degraus cada vez mais admiráveis, sem cultura e sem arte, como poderemos desfrutar desse avanço? Como compreender e admirar? Ao som de quem ou de que, uma vez que a musica emudeceu, o cinema enfraqueceu, o teatro de verdade esvaziou, ninguém tem mais tempo pra ler e nunca mais se ouviu falar em poesia?

Só nos resta no momento, navegar na internet em busca do tempo perdido e conectar nossos desejos vintages aos arquivos de literatura e músicas que tenham o poder de nos fazer questionar, refletir, emocionar. Essas tolas manias que ninguém se lembra mais...



domingo, 20 de outubro de 2013

O TEMPO E O VENTO - O FILME

Acabei de assistir o belíssimo "O tempo e o vento" - o filme sobre a obra de Erico Verissimo, considerada como a mais importante, sobre a historia do Rio Grande do Sul, escrita de 1949 a 1961-.
O resumo dessa série literária, mais do que um excelente filme, é de uma agradável importancia didático-histórica surpreendente e inesperada.

Jayme Monjardim a frente de um trabalho que conta com atores de primeira grandeza, como Fernanda Montenegro, Thiago Lacerda, Marjorie Estiano, faz valer seu bom gosto e sua aposta num romance cativante, principalmente para os que não conheciam esse grandioso trabalho literário.

Campeão de bilheteria no Rio Grande do Sul é o 5º filme mais visto no país e merece mais do que isso. É a história do nosso país contada em tom poético e inteligente, apesar das eternas criticas nem sempre fiéis aos grandes sucessos.

Condensando um século e meio de história e culminando com a revolução Federalista, a fotografia é de uma qualidade á parte- Affonso Beato - Em cenas subliminares, é ela que indica a passagem do tempo, o amor e o ódio, onde a natureza dialoga com seus personagens, ricos em paixões de vida e morte.

A narrativa fica por conta de Bibiana (Fernanda Montenegro) já muito idosa, que recebe a visita de seu grande amor, seu marido - o Capitão Rodrigo, morto ha mais de 50 anos - e pra ele é contada toda a saga.

Longe dos clichês do cinema nacional - miséria, favelas, drogas, sexo e palavrões- finalmente um filme em que a historia do Brasil é retratada sem apelações, sem os antigos recursos para "filme /exportação". Ele é real. Assim como é real existir no nosso país muito mais do que "Garota de Ipanema", futebol e carnaval. 
Somos um caleidoscópio onde tantas raças se misturam á múltiplas classes sociais e culturais.
Foi tudo isso e ainda mais que fizeram e continuam fazendo o nosso Brasil. 
É essa a nossa história.



terça-feira, 17 de setembro de 2013

O AMOR E O TEMPO



Acabei de ler mais uma matéria relacionada ao meu assunto preferido – TEMPO – Cada vez mais estão pesquisando sobre viagens no tempo e eu acredito que um dia o homem vai conseguir seu intento. http://misteriosdomundo.com/teoria-relatividade-viagem-tempo

Imagine se desse pra gente retroceder alguns anos, encontrar com a gente mesmo e até poder dar umas dicas? E se desse pra mudar o passado? Mudaria o presente?

Eu escolheria algumas dezenas de anos atrás e haja conselhos, que eu daria pra mim mesma.
Alguns casos amorosos jamais teriam nem mesmo iniciado, gastos financeiros melhor analisados, meu dinheiro melhor investido, mais seriedade e menos shoppings. Mais livros e menos baladas. Mais estudos e menos viagens. Mais maturidade e menos...

Nossa... Que vida chata!
Posso até ter exagerado um pouco no meu hedonismo, mas no meio dos meus erros (um monte deles), fiz vários acertos, aprendi, descobri, conheci o inimaginável, ri muito, dancei demais, comi, bebi, fiz amigos, amei desmesuradamente e na verdade, em tudo que fiz, fiz com paixão. Se não fosse essa paixão eu não seria quem sou e cá entre nós, eu me dou bem comigo.

Já dizia Guilherme Arantes –“vivendo e aprendendo a jogar ou jogando e aprendendo a viver...”.

Segundo estudos, um dia será possível uma viagem ao tempo, porem sem a permissão de fazer qualquer mudança nos acontecimentos passados. Tem lógica. O que seria de nós sem o nosso professor tempo?

Mas quem sabe uma voltinha lá para alguns anos do futuro?  Nem que seja só por alguns minutos, o tempo de dar uma espiada no jornal e depois voltar.

Teríamos boas notícias? Novidades em artes, espiritualidade, politica, humanidade? Ou voltaríamos todos à estaca zero?  A história do mundo sempre se repete.

No mínimo, de uma coisa eu tenho certeza; no passado, presente ou futuro, ainda haveriam corações partidos...
Entre o amor e o tempo, o amor sempre sai ganhando.


sexta-feira, 26 de julho de 2013

PRÓXIMOS SONHOS


Daí a gente sonha um dia conseguir “isso e aquilo” e esquece de que conseguiu outros “isso e aquilo”, quando um dia imaginou que fosse o que faltava, pra ser feliz.

Ninguém lembra mais do que conseguiu, só do que ainda não conseguiu. Assim, deixa passar no meio do tempo, aquela alegria, parte do pacote, quando a realidade atual ainda era sonho.

Ok, sempre existe uma nova meta, mas faz parte do esquema uma comemoração íntima, nem que seja só por um momento. Um “oba, valeu” faz bem. Mas parece que a gente não tem tempo pra isso. E, ou estamos no passado – capítulo encerrado – ou num futuro – que pode se realizar ou não.

Todo mundo sabe que problemas, pequenos ou grandes, fazem parte do contexto. Problemas existem para serem resolvidos. Se não existissem problemas não existiriam motivações. Por menos que a gente acredite eles tem sua importância, mas com limites. Como diz uma amiga: “Problemas sem solução, solucionados estão”. Portanto; todos têm solução.

Chego à conclusão de que a vida é uma sucessão de pendencias: “quando acontecer isso eu resolvo aquilo”. Mas nem sempre é assim. Ou nem sempre acontece ou nem sempre se resolve, sem contar que o filme (a vida) pode parar no meio de uma história. Daí as pendencias, sonhos, ou seja lá o que for, não tem mais sentido. Feito filme francês; sem conclusão. E não dá pra pedir o dinheiro de volta. Foi.

Portanto, faça chuva ou faça sol, a ordem é aproveitar, curtir, gostar e se possível, amar. Tudo e todos, principalmente as pequenas coisas. O que tem ou o que sobrou. E entre um sonho e outro, olhar pro espelho e dizer:


- Olha aí, quanta coisa você já conseguiu! 


domingo, 7 de julho de 2013

TOO YOUNG







SAUDADE

Saudade é um fio invisível que nos liga incondicionalmente. Laço indestrutível. Parece com amor tem um jeito de esperança, um toque de tristeza, um espelho da dor. Melhora com as lagrimas, piora com o tempo provoca desilusão, muda o destino.
Saudade. Doce nas lembranças, amarga nas desesperanças e às vezes tão imensa que não cabe nas palavras.
Saudade, falta, ausência, arrependimento por não ter dito mais, beijado mais, ficado mais, perdoado mais e principalmente amado mais.
Saudade. Promessas, Ilusão de um novo reencontro, sonhos coerentes ou não. Desejos absurdos, surdos, fundos...
Saudade imensa, enorme, inenarrável, feito doença que não tem cura, vida que não tem fim...

Saudade de você e de mim.

terça-feira, 18 de junho de 2013

MATHEUS UM BRASILEIRO



São tantas as reivindicações  os discursos, as manifestações e por acaso eu descobri a síntese de tudo isso. Exatamente o que eu penso. O nome do autor: “Matheus um brasileiro” via facebook. Assino embaixo.


“Para começar a se construir uma nação patética, é preciso entender que uma nação se constitui de pequenos grupos de pessoas. Comece a destruir a base dos pequenos grupos.

Comece pela família:

- Incite divórcios, através de filmes que apoiem traição. (Sempre a outra é melhor). Sem pais juntos, os laços de união vão se enfraquecer;

- Publiquem apenas notícias ruins sobre família. Pais que estupram filhas, mães que expulsam filhas, filhos que matam os pais. É sempre bom ter bons exemplos de que a família é uma instituição perdida. Assim, menos pessoas vão gostar de sua família.

Família destruída. Próximo passo: Destruir a educação:

- Professores são também educadores. Sendo assim, são pragas constantes que lutam contra o plano de destruição da nação. Jogue seus salários ao mínimo possível (e impossível).

- Proteja completamente os alunos contra os ataques infames desses professores. Caso um professor dê uma nota baixa, este professor deve ser expulso da escola.

- Incentive os ataques de alunos contra professores. Alunos que batem em professores, que jogam cadeiras em cima deles, que até matam, estes devem ser, no máximo, suspenso de suas atividades. Jamais um professor poderá proferir sequer uma palavra contra o aluno. Isso deve ser punido com demissão imediata, sem justa causa.

Família destruída, crianças mimadas e sem educação. Ainda há pequenos grupos que podem se rebelar. Religiosos, homossexuais, grupos étnicos. Crie situações conflitantes entre eles:

- Proíba a liberdade de expressão dos religiosos. Suas ideologias são antigas, e quase sempre procuram restaurar a família. Lembre-se! Família deve ser destruída.

- Ignore que homossexuais são humanos. Caso haja assassinatos, agressões físicas, e algumas agressões verbais exaltadas, trate isso como situação normal. Tente ser político, e chame isso de democracia.

- Faça leis que exaltem a diferença étnica, afinal, pessoas de cores diferentes tem direitos diferentes, condições diferentes. Igualdade é uma utopia. Lembre-se de fazer isso em nome de alguma causa utópica.

Família destruída, crianças mimadas e sem educação, grupos de minorias em conflito social. Mas, e a cultura? As memórias? Os costumes? Isso pode pesar na cabeça de quem amava sua antiga nação. Faça o seguinte:

- Apoie a entrada de cultura estrangeira. Sua nação provavelmente tem uma cultura muito diversificada, muito vasta. Isso pode tornar mais difícil um controle total. Se todos pensarem igual, serão mais facilmente manipulados.

- Force as pessoas a assistirem programas de televisão que as tornem idiotas. Programas que repitam muitas vezes uma palavra pra que essa palavra se torne o “refrão” do momento.

- Espalhe a cultura inútil por todos os lugares. (PRINCIPALMENTE MUSICAS IDIOTAS) É bom rir de tudo, porque quando tudo virar uma piada, nada vai ser levado a sério.

Família destruída, crianças mimadas e sem educação, grupos de minorias em conflito social, cultura nacional falida. Você está indo bem. Mas, como fazer uma nação patética, se for governada por pessoas sérias? Impossível!!! Acabe com a política:

- Políticos honestos devem ser mantidos calados. Faça o possível pra que eles sejam ameaçados de morte e se calem. (Pelo menos eles terão que gastar bastante tempo e dinheiro com seguranças particulares).

- Políticos desonestos devem ser protegidos. Para isso, as leis que julgam os políticos devem ser totalmente brandas. Se forem descobertos crimes, sufoque a notícia, coloquem o político em algum lugar menos exposto, e depois torça pra sua nação (já emburrecida pela falta de educação) esquecer.

- Transforme a política numa piada. Permita que se pessoas que não fazem ideia do que é ser um político, possam ser votadas. Com um pouco de sorte, ele pode ser o deputado mais votado do seu país.

- Lembre-se: dinheiro público é dinheiro seu. Use-o da forma que quiser, para seu próprio benefício. Afinal, você só tem 4 anos pra enriquecer.

Família destruída, crianças mimadas e sem educação, grupos de minorias em conflito social, cultura nacional falida, sistema político falido. Pronto. Agora você pode se orgulhar por ter feito um trabalho bem feito. Sua nação é patética. Inclusive, eu conheço um país assim.


Por 
Matheus, um brasileiro