sábado, 17 de abril de 2010

PEQUENOS DETALHES


Dizem que a gente só dá valor a alguém, depois que perde. 
Que valor é esse que aparece só na ausência? Á bem da verdade, eu acho que a maioria de nós se esquece de lembrar.
Lembrar o que fez com que o relacionamento chegasse no ponto final. Isso, geralmente, depois de muitas vírgulas e reticências.

Todos os relacionamentos passam por bons momentos, não fosse assim, não seria um relacionamento. Mas porque não, lembrar a verdadeira razão, que nos levou a conclusão, de que ser feliz sozinho é melhor do que sofrer junto? Não seria mais sincero, apesar de menos romântico?

Ninguém termina uma história á dois sozinho, do mesmo jeito que ninguém começa. Tudo é feito de comum acordo, salvo raríssimas exceções. Sendo assim, é sempre empate. Zero á zero.
O que fica são os “detalhes tão pequenos de nós dois”, que cabem muito bem numa canção, mas que feliz ou infelizmente, não são coisas tão grandes assim pra esquecer. Se fossem não haveria um final.

Eu continuo acreditando que amor pra ser amor só pode ser á dois, o resto é companheirismo, atração ou seja lá o que for. Não leva mais que alguns capítulos. O resto é costume e quem entendia bem disso era Oscar Wilde “a gente se habitua até aos nossos piores vícios”.

Tudo á ver esse “Samba do grande amor” do Chico na interpretação impecável de Wanda Sá e da Celinha Vaz – grande Celinha...

7 comentários:

Rafael Belo disse...

Tudo a ver... A dois esta é a palavra hehee hábitos... Belo som beijos ótima semana

C. Marley disse...

Nobre colega Isolda,

Os sinais nos indicam caminhos a seguir. Outras vezes são gestos convencionados de advertência. Algumas vezes revela causa oculta ou ainda não declarada. Nos relacionamentos, quando os sinais de interrogação e reticências prevalecem ao da exclamação é o aviso de que o ponto final está próximo. Se nada puder ser feito para mudar esse destino, o melhor a fazer é seguir a travessia do Milton Nascimento: “Vou seguindo pela vida me esquecendo de você/ Eu não quero mais a morte, tenho muito que viver/ Vou querer amar de novo e se não der não vou sofrer/ Já não sonho, hoje faço com meu braço o meu viver...”. A expressão mentira na canção do Chico me fez lembrar de uma outra de sua autoria que diz: “A mentira sincera/ Brincadeira mais séria/ Que me aconteceu”.

Um grande abraço

"A Penseira" disse...

ADOREI, ADOREI, ADOREI!!! E CONCORDO PLENAMENTE QUANDO VOCÊ DIZ QUE AMOR SÓ É AMOR QUANDO É A DOIS!!!
ADOREI SEU BLOG. PARABÉNS!!!

Isolda disse...

Valeu Rafael!!
bjs

Isolda disse...

Ah Marley, mas esse não é o caso de mentira sincera muito menos de brincadeira mais séria..rs. Valeu amigo, obrigada pela lembrança
bjs

Isolda disse...

Oi "Penseira", bem vinda, apareça sempre. Que bom que vc concorda.
bjs

pedro zeballos disse...

Me fez lembrar uma musica italiana soterrada pelo tempo, chamada "Ho capito Che ti amo" onde ele diz que percebe o quanto a ama, quando ela atrasa a um encontro e ele passa a temer que ela não venha nunca mais...