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sábado, 17 de abril de 2010
PEQUENOS DETALHES
Dizem que a gente só dá valor a alguém, depois que perde.
Que valor é esse que aparece só na ausência? Á bem da verdade, eu acho que a maioria de nós se esquece de lembrar.
Lembrar o que fez com que o relacionamento chegasse no ponto final. Isso, geralmente, depois de muitas vírgulas e reticências.
Todos os relacionamentos passam por bons momentos, não fosse assim, não seria um relacionamento. Mas porque não, lembrar a verdadeira razão, que nos levou a conclusão, de que ser feliz sozinho é melhor do que sofrer junto? Não seria mais sincero, apesar de menos romântico?
Ninguém termina uma história á dois sozinho, do mesmo jeito que ninguém começa. Tudo é feito de comum acordo, salvo raríssimas exceções. Sendo assim, é sempre empate. Zero á zero.
O que fica são os “detalhes tão pequenos de nós dois”, que cabem muito bem numa canção, mas que feliz ou infelizmente, não são coisas tão grandes assim pra esquecer. Se fossem não haveria um final.
Eu continuo acreditando que amor pra ser amor só pode ser á dois, o resto é companheirismo, atração ou seja lá o que for. Não leva mais que alguns capítulos. O resto é costume e quem entendia bem disso era Oscar Wilde “a gente se habitua até aos nossos piores vícios”.
Tudo á ver esse “Samba do grande amor” do Chico na interpretação impecável de Wanda Sá e da Celinha Vaz – grande Celinha...
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