Mostrando postagens com marcador morte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador morte. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

PRA SEMPRE




Existem pequenos amores que duram uma primavera, outros que sobrevivem por todo o verão.
Existem lembranças que voltam a partir de uma musica, amores doces e amargos, de todas as formas e números, tipos e intensidades. Os falsos amores, os sinceros, mas frágeis. Os amores que viram amigos, os amigos que viram amores.
Existem amores febris que são curados por uma traição. Amores platônicos que se resolvem com amores carnais. Existem amores e amores...

E existe o grande amor.

Ele não é aquele que causa um tumulto repentinamente e se dilui nos primeiros raios de rotina, nem esse que jura amor eterno e cumpre a promessa, socialmente.

As paixões passam, o encantamento passa, só o grande amor sobrevive. Cúmplice nas tempestades, erros, acertos e apesar de, ele é o amigo, o amado, o fiel no seu sentimento. Distante às vezes, próximo outras, mas eternamente presente. Entre idas e partidas, conflitos, pecados e perdões; ele está lá. Sempre. E o coração sabe disso.

É o lendário pote de ouro no fim do arco-íris. O tesouro ambicionado por todos os seres mortais.
Único e raro, ele chega sem alarde, mas não se despede, nem se auto proclama.
Não importa a idade ou o tempo, ele tem todo o tempo do mundo, todas as horas e todos os momentos. E o mais importante: É recíproco. Almas velhas conhecidas...

Uma alma não precisa dizer que conhece a outra; ela se parece, se identifica e segue ligada por um elo invisível e mágico desde o primeiro olhar até o final dos tempos.
Forte na sua autenticidade, surpreende os amantes e irrita os mal amados
Pouco importa o passar dos dias, dos meses, a mudança dos anos, a ironia da vida ou da morte.

Existem muitos olhares e existe o seu. Existem várias lembranças e existem as nossas. Existem muitos amores.

E só um grande amor - você. 


Você, que gostava de colocar pra mim, essa canção

terça-feira, 2 de junho de 2009

INOMINÁVEL


Nesses ultimos dias, existia alguma coisa no ar que me intrigava, como se fosse um céu cheio de nuvens carregadas. Uma tristeza indizivel que me deixava sem energia. Muita coisa aconteceu; desde um problema de saude em familia, meus problemas pessoais, culminando com perdas, várias perdas. Perdas de conhecidos e amigos, como o grande Zé Rodrix e a terrivel tragédia de domingo com o avião Air France, uma companhia que eu sempre costumava viajar. Eu digo, "costumava", porque se antes eu já tinha medo de voar, agora, a coisa piorou. Sem palavras, pelo acontecido, deixo aqui um texto que encontrei no blog da Zoe. http://www.zoedecamaris.blogspot.com/

"Falar o quê? É o que todos dizem. Meus Sentimentos. Gosto do lance dos sentimentos porque não entendo bem o peso dos pêsames. Mas mesmo assim, falar deles não significa nada numa hora em que tudo fica sem sentido. É um corte na noção de tempo, do corpo ocupando um espaço. De quantos lugares habitam as almas no ar, no céu.

Um amigo, em rápida menção me disse: - E se somos as ínfimas partículas da água rolando na crista das ondas? Me soou belo, grandioso e patético. Bem resolvido demais. Antes de chegar a gotícula, há que se compreender que Cavalo move a Morte num tabuleiro: Agora, seu nome é Xadrez.
Sempre sonhei com quem se vai desse mundo em preto e branco. Resta-me as cores no mundo dos vivos e isso não é pouca coisa. Mas eles me parecem pálidos, os que se foram, como num filme antigo. E não é sépia não, é preto e branco mesmo.

Penso que a Morte vem assim num zuuuuuuuum, dá no ouvido da gente crescendo e crescendo - quando se viu já era. Viagem, essa que empreendemos sempre virgens. Mas para isso, há um percalço curioso: Dormimos todos os dias pois, caso assim não fosse, quando a Morte chegasse seríamos surpreendidos em uma porrada incontida, uma explosão de nêutrons, um cruz-credo avassalador.

Convenhamos: há coisa mais estranha, se olhada com perplexidade de quem vê a lua pela primeira vez, do que o ato de dormir?

Vamos lá todos em fila, que nem os anões da branca-de-neve com seus travesseiros, agarrados no quentinho para nos garantirmos. Enquanto estivermos cativos do calor tá tudo bem. Dá pra deitar na cama e ficar ali parado em semi-inécia. Coisa estranha é dormir. Sua normalidade me choca.

Dormimos para nos acostumarmos com a chegada da Implacável. E sonhamos. Nos sonhos, toda uma vida - vias, desvarios, veias em viés. Vida onde transitam aqueles que se foram mas não partiram. Em algum lugar, eles não se partem. Ficam. Deve ser dentro do coração.

Quando aparece alguém que eu não conheço nos meus sonhos, sei que é a figuração de uma alma. Eu poderia até arriscar uma interpretação pseudo psicanalítica, mas não vou perder tempo agora: a Morte não faz Nove Horas.

Então, quando a Inominável, vem - inominável sim, mas com o número bem certo - entramos para sempre no mundo dos sonhos, é a verdade inegável. Somos para sempre o que sonhamos...." Zoe de Camaris.