terça-feira, 13 de novembro de 2012

SÓ MAIS UMA PEÇA


... É como uma peça de teatro com dramas, tragédias e comédias e nunca sabemos quando um ator do nosso grupo vai deixar o espetáculo. E ele sai por inúmeras razões; foi contratado para outra peça (contrato irrecusável) seu contrato com nosso elenco acabou, não se identificou com o papel, enfim; ele sai. Mas às vezes também ele vai embora sem motivo aparente – um acidente, um engano...

Hoje é aniversário de alguém que estava fazendo um dos papéis mais importantes na minha peça- vida. E eu não tenho a menor ideia de onde ele esteja. Talvez esteja fazendo outra peça aqui perto e eu não o reconheça (eles sempre mudam o look), talvez tenha tirado férias, talvez esteja em algum lugar e acompanhando de longe o meu trabalho...

Só sei que ele faz muita falta. Será que ele sabe o quanto?
Será que contaram pra ele que mamãe está partindo lentamente, sofrendo a cada dia mais, ocupando o mesmo quarto que era dele, que era nosso. No mesmo lugar onde vivemos nossa adolescência, fizemos tantas canções, rimos, cantamos, conhecemos tantos sucessos?
Será que ele acompanhou a continuação da nossa história? A promessa que fiz e cumprí? Os capítulos em sequencia?

Não importa mais se ele sabe ou não, talvez fosse melhor que nem soubesse. O mundo não é mais o mesmo, de quando viajávamos por esse Brasil afora em festivais de música e as rádios tocavam as canções que o publico pedia. Não é mais aquele, em que saíamos na madrugada de Sampa, sem jamais pensar em assaltos ou outro tipo de violência e íamos parar no Guarujá só pra tomar um sorvete. -Desculpas nossas, pra trocar confidencias e conselhos durante o trajeto e “só pra variar”, tudo acabava em musica -.

Não, ele não sabia que “novos golpes” surgiriam . Na época nenhum de nós iria acreditar. “Coisa de filme”, diria ele. Éramos romanticos demais para crer, que na vida real existiam pessoas capazes de abusar, de uma ingenuidade assim.

Hoje é seu aniversário, mas seus amigos não virão aqui, não tem bolo nem festa, nem jantares.
Só nossas canções invadem a casa, bem baixinho, pra não acordar os fantasmas, ciumentos dessa saudade que eu gosto de ter.
Até que as cortinas se fechem, as luzes se apaguem e eu também abandone essa peça.


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

MÁSCARAS



Esgotados os perdões, esgotados os sinais. Fim da trilha.

O pior é que nem vou chorar quando fizer a tal famosa mixagem, que todo mundo faz, quando vêm á tona as lembranças dos bons momentos. Eles foram tão frágeis e tão comicamente fakes... 

Talvez eu fique triste, me fragilize, talvez me arrependa de coisas, segundo a regra básica de todas as histórias, depois fique com raiva, muita raiva. Da raiva à indiferença e da indiferença ao esquecimento e você vai se alojar na lista das sombras, como tantos estão.

Pena você não saber o que podia ter sido. Pena só saber do amor por você mesmo. Pena eu saber de antemão que nós nunca iriamos muito longe e mesmo assim, não ter dado ouvido a minha intuição. Pena ter te perdoado pela primeira vez. Depois da primeira, a segunda e depois da segunda, a terceira e depois da terceira...

Nossa história passou anos luz distante da minha realidade. E minha realidade, nunca esperou por esse você, tão infinitamente longe do caminho do meu coração.

Não me interessa mais viver por dois, ou por um, por você, como vivi tantos anos. Estou em tempo de resgate. Preciso resgatar a pessoa adormecida, sob os lençóis de uma ilusão caótica.

Nem vou fantasiar o seu pedido de perdão, como seria digno de um personagem de capa e espada, porque esse é um papel que você não sabe fazer. Não aprendeu. Só sabe viver a única coisa que te ensinaram a fazer – se nutrir de autoafirmação. Você precisa disso.

E ninguém mais vai mudar, não importa o que aconteça, não importa o tempo, nada. Você é o que é e eu sou o que sou. 

Eu sou minhas musicas, meus amigos, meu romantismo exagerado... 
Você é exatamente a sua própria ferramenta de trabalho.

Entre nós só houve uma primavera. As flores morreram por falta de calor.  O amor não passou nem por perto. Brincamos com máscaras, numa festa de máscaras e quando elas caíram, não sobrou nada.
Não me sobrou nem mesmo uma música...







sexta-feira, 25 de maio de 2012

NOVA LEI DIREITO AUTORAL



A partir de hoje, 25/05/2012, cópias para uso exclusivamente pessoal de CDs de música ou de livros didáticos deixarão de ser crime. A reivindicação é uma das mais antigas entre os que acham necessária uma renovação da lei de direitos autorais brasileira e foi aprovada nesta quinta-feira, 24, por um grupo de juristas que discute em Brasília revisões no Código Penal.

O Brasil tem uma das leis de copyright mais fechadas do mundo, segundo organizações como a Consumers International, e punia o então crime com quatro anos de prisão, enquadrando-o no quesito "violação do direito autoral". A partir de agora, cópias que não objetivam o lucro estarão liberadas.

O texto aprovado diz que "não há crime quando se tratar de cópia integral de obra intelectual ou fonograma ou videofonograma, em um só exemplar, para uso privado e exclusivo do copista, sem intuito de lucro direto ou indireto". http://www.pegandodanet.com/2012/05/copia-para-uso-pessoal-deixara-de-ser.html

Portanto, as vendas de livros, filmes e CDs, agora foram literalmente dispensadas. –Quem vai comprar o que é de graça?
Imagino então, que as editoras de livros vão passar a trabalhar sem remuneração uma vez que não haverá receita ou mais; vão tirar do próprio bolso os custos para papel, impressão, etc . Os escritores irão escrever unicamente por amor a arte.
As gravadoras vão elas mesmas pagarem os músicos, estúdios e todo o “make” para elaboração de um CD. Tudo isso para “doar”. Sendo assim, os cantores vão fazer esse trabalho como voluntários e os compositores que passavam noites e dias trabalhando e depois negociando seu trabalho, irão criar por puro diletantismo.
Profissionais do cinema não poderão mais contar com bilheteria. – Quem vai pagar pra ir ao cinema se pode assistir de graça? (todos os filmes estão na internet- liberados para uso privado, claro)
É assim?
Então, o condomínio, supermercado, colégio, saúde, eletricidade, transporte, também serão gratuitos para esses profissionais? Sempre “para uso privado”. Não?? Como??
Se os outros produtos para sobrevivência não irão acompanhar essa festa, toda essa gama de profissionais terá que buscar outros meios de sobrevivência e sendo assim, as inovações culturais também chegarão ao fim, sobrando para o publico os produtos mais antigos que serão colocados a disposição – sempre para uso privado. Ou existe outro?
 ... E como no filme “De volta para o futuro”, anulamos a lei do direito autoral que garante a cada criador, o respeito e a remuneração por seu trabalho.
Mas continuamos pagando impostos para educação, saúde, transporte e salários para dirigentes da lei que anulam o pagamento para a cultura.
É isso mesmo ou um filme de ficção?
http://www.alessandrabourdot.com/cigarras-desempregadas/

domingo, 11 de setembro de 2011

A VOZ



Tenho vários amigos e amigas, mas uma em especial é mais do que uma irmã, é a mais importante.
Justamente essa amiga querida teve que se submeter a uma cirurgia, que me assustou: Colocar três pontes de safena. Eu sei que hoje em dia, diante de outros tipos de cirurgia, essa passou a ser apenas mais uma cirurgia. Mas fiquei seriamente preocupada, só rezando, enviando energias positivas, ligando todos os dias, etc. O pior é que ela está bastante longe e eu tive que me conformar em acompanhar de São Paulo, toda a história, até porque ela mesma não quis que eu fosse pra lá. Menina corajosa.
Hoje, uma semana depois, ela me contou “os bastidores” de como tudo aconteceu.

Assim que ela foi encaminhada a sala de cirurgia, estava meio que dormindo e alguém (ela não sabe quem) disse pra ela;
- Você tem direito a um desejo, não importa qual, o que você quiser. Você tem direito a um único desejo. Peça o que quiser que eu vou realizar.
Ela pensou, pensou e respondeu:
- Não sei o que pedir, eu não tenho o que pedir. Tudo o que quis na minha vida, eu fiz. Tenho tudo o que quero. Nada a pedir, obrigada.
A voz insistiu, sugeriu, e ela respondendo a mesma coisa. A voz usava palavras muito bonitas e ela respondia sempre a mesma coisa. Tipo: Agradeço sua proposta, mas no momento não preciso de nada. Esse papo foi longe, sempre a mesma coisa e cada vez mais ela se lembrava de tudo que tinha conseguido na vida, de tudo que tinha passado, das pessoas que amou e perdeu, das pessoas que amava e ainda estavam vivas e cada vez mais chegando a conclusão, que tudo tinha acontecido no tempo certo; nem antes nem depois. Toda a sua vida passava pela sua mente e ela não queria mudar nada, nem acrescentar nada. Até que a voz silenciou, ela estranhou, abriu os olhos, tinha uma enfermeira do lado e ela perguntou;
- E aí? Quando é que vai começar essa cirurgia?
E a enfermeira
- Já acabou. Você está na UTI.

Na manhã seguinte, outra enfermeira apareceu com uma maca e ela pensou- Vão me levar pra fazer mais exames e depois me mandam de volta pra UTI...
Só que logo na saída estava seu filho esperando pra ir com ela pro quarto.
Daí ela começou a chorar e chorou o dia inteiro. Não queria comer, nem beber, nem falar, nem nada. Só chorar.
Ela não sabe se chorou porque estava livre, porque não tinha morrido ou porque não tinha mesmo nada a pedir.

sábado, 27 de agosto de 2011

Corinne Bailey Rae

Dizem que quando as pessoas estão meio fora do ar, devido a anestesias ou qualquer outra coisa assim, se voltam para o tempo mais feliz das suas vidas.

Se me perguntassem qual foi o tempo mais feliz da minha vida, eu diria que foi logo depois da minha separação, quando as crianças eram pequenas e eu batalhava sozinha pra criar meus filhos e viviamos todos em total harmonia. Na época, eu me propus a não assisitir jornais, ignorar problemas sociais ou politicos e meu interesse era exclusivamente musical e o bem estar das crianças.

Fiquei sem namorado um bom tempo, o que contribuiu para a ausencia de conflitos emocionais. Viajavamos nas férias, conversavamos muito e eramos um grupo unido, aliás como somos até hoje.

Acho que essa foi a melhor base que eu poderia dar e me dar tambem. O carinho, a cumplicidade. Coisa que me faltou na infancia.

Hoje, em meio a turbilhões de problemas profissionais e pessoais as lembranças voltam como um refugio e as vezes, uma canção, sem razão alguma lava a alma como se exorcizasse fantasmas e confirmasse que a vida sempre vale a pena.

Foi assim, ontem à tarde. Uma cantora que eu nem conhecia, uma musica que me tocou tão profundamente como uma brisa de sol depois da tempestade.

Valeu. Muito prazer, Corinne Bailey Rae.


sexta-feira, 8 de julho de 2011

A MAGIA DA MEIA NOITE

Tantas vezes a gente diz ou ouve dizer – “Ah, antigamente...” ou “No meu tempo”... Como se tudo que se refira ao passado fosse melhor. Será mesmo?

Os saudosistas que me perdoem, mas o encanto existe em todas as épocas.

Apesar de tudo que esteja acontecendo em termos musicais, por exemplo, meu avô (também compositor) não tinha acesso aos seus direitos autorais, coisa que eu tive e tenho e morreu por não existir na época, um simples antibiótico. E isso é só um detalhe. Violência urbana? Ela sempre existiu, com menos divulgação, porém, que nos dias de hoje ou esquecemos da violentíssima época medieval?

Divórcio, há cem anos (até menos do que isso) era sinônimo de humilhação social para a mulher, que feliz ou infeliz, devia suportar o marido até “que a morte os separasse”. Isso era “naquele tempo”. E o tal romantismo tão propagado, será que pertence mesmo, única e exclusivamente aos tempos passados? Como diz a letra da canção “AS TIME GOES BY” do filme Casablanca; “um beijo será sempre um beijo, enquanto houver um casal apaixonado...”

É exatamente disso, que trata o filme “Meia noite em Paris”, que acabei de ver e me deliciar com a deslumbrante fotografia, trilha de primeira – como sempre em filmes Woody Allen – e atores como; Tom Hiddleston, Rachel McAdams- Marion Cotillard- Kathy Bates e mesmo Carla Bruni como participação.

Só pra se ter uma ideia, quando o filme terminou, teve quem aplaudisse (incluindo eu), impregnados que estávamos da emoção final, que ao som das 12 badaladas de Paris, respondeu a todas as dúvidas de quem ainda tivesse – Você gostaria de viver numa outra época da humanidade?

terça-feira, 3 de maio de 2011

MINHA COCA-COLA TODA

A vida de um compositor nem sempre é tão poética como todo mundo pensa. Às vezes e enquanto o resto do mundo pensa que, pra nós tal coisa foi uma glória, na verdade, pra gente não foi mais do que uma negociação. Outras vezes, ninguém pode imaginar o quanto tal gravação ou evento, nos trouxe realização, paixão e alegria. É infinitamente pessoal.

Por diversas razões contáveis e incontáveis, dei férias pra mim mesma em relação a musica. Cansei de injustiças, plágios, negociações escusas e outras bobagens mais. Eu só não contava com os sinais. Sempre apostei nos sinais e não foram poucos:

Do nada, um amigo indicou uma peça que eu musiquei para uma produção e tudo leva a crer que essa produção vai ser levada ao palco. Uma amiga, cantora, me liga pedindo uma música especial - essa amiga que eu não via há anos – Em seguida, a minha editora pede autorização para usar minha musica numa campanha comercial de um grande produto. Sem contar os outros pequenos sinais que apareceram durante esse tempo.

Ok. Está na hora de acabar a hora do recreio e já passa da hora de reativar minhas idéias, meu home Studio, trocar as cordas do violão, regular meu teclado e revisar o som. Com ou sem pirataria, downloads, problemas ou não com direitos autorais. Afinal, essa é a minha praia, como diz o comercial que começa a ser veiculado agora (parabéns Wagner Moura!)

Essa é a minha “Coca Cola toda”...


sábado, 5 de fevereiro de 2011

O ULTIMO TANGO

O ultimo tango em Paris (Bernardo Bertolucci), um filme muito mais poético que erótico, que discursa abertamente sobre a intimidade do ser humano, é lembrado mais uma vez pela partida da sua protagonista Maria Schneider, desconhecida na época, com apenas 19 anos que conheceu o sucesso mundial do dia pra noite.

Segundo consta, a idéia do filme apareceu a partir de uma fantasia de Bertolucci, que um dia viu uma linda mulher desconhecida nas ruas e imaginou toda uma história com ela.

Só que o filme não é apenas isso. Apesar de ser lembrado principalmente pela “cena da manteiga”, isso é o menos importante. Busca desvendar conflitos e segredos que a sociedade insiste em esconder. Como numa das falas de Marlon Brando, justamente naquela famosa cena: “Sagrada família...Diga! As crianças são torturadas até mentirem. A vontade é esmagada pela repressão. A liberdade é assassinada pelo egoísmo...”

Apesar do imensurável sucesso do filme, Maria Schneider se arrependia e culpava Bertolucci por esse trabalho. Depois de “O ultimo tango”, ela não conseguiu mais um sucesso a altura e se entregou ás drogas e ao desespero. Sua vida pessoal e artística foi marcada por escândalos e decadência.

Poderia ser feito um filme sobre o filme, uma vez que a polemica e os casos acontecidos durante e depois das filmagens dariam um grande roteiro.

No seu lançamento, a revista New Yorker considerou o mais importante filme da década “mudando a face de uma forma de arte, um filme que as pessoas esperam desde que filmes existem...” Porem o Village Voice descreveu passeatas de comitês de moralidade na porta do cinema.

Na França o Le journal de Dimanche, classificou como “um dos maiores filmes da história” e as pessoas aguardavam em fila durante duas horas no seu primeiro mês de exibição.

No Chile, o filme ficou interditado por 30 anos.

No Brasil, só pode ser exibido no Brasil em 1979 (sete anos depois) por causa da ditadura

Na Itália o filme foi lançado, mas uma semana depois a policia confiscou todas as suas cópias, por ordem da Justiça e processou Bertolucci por obscenidade. Depois disso, a Suprema Corte Italiana ordenou que todas as cópias fossem destruídas e condenou Bertolucci a quatro meses de prisão e seus direitos civis e políticos cassados por cinco anos.

A trilha sonora do compositor argentino Gato Barbieri, ganhou um Grammy pela trilha. Depois disso ele assinou com uma grande gravadora e lançou uma série de lançamentos pop/jazz de gosto duvidoso, permanecendo inativo pelo resto da década. Nunca mais foi o mesmo.

Marlon Brando, apesar de ter sido indicado ao Oscar como melhor ator e Bertolucci, como melhor diretor, declarou que jamais faria um filme desses de novo e cortou relações com Bertolucci.

Maria Schneider morreu em Paris, com 58 anos, triste e decepcionada, vítima de câncer, quarta feira passada. A maior referencia dela é ironicamente, justamente o filme que ela se arrependeu de ter feito.


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

SOMEWHERE IN TIME - JOHN BERRY

Uma das musicas mais românticas dos últimos tempos, foi criada para um filme, baseado num livro ainda mais romântico e especial "Em algum lugar do passado".

Quem não conhece? Eu mesma, li o livro, assisti ao filme ( com o querido Christopher Reeve) varias vezes e não adianta nada conhecer o final. As emoções são as mesmas, as lágrimas também.

Sabemos que a emoção de um filme se deve em grande parte a sua trilha.

Domingo passado nos despedimos do criador dessa obra musical e de outras tantas de igual valor, como a trilha de "Entre dois amores", "Dança com Lobos", Perdidos na noite, James Bond, etc.

John Barry nasceu na Inglaterra, estudou piano e trompete e em 1957 formou uma banda de rock “The John Barry Seven". Mas seu sucesso aconteceu na televisão e no cinema, o que lhe deu cinco Oscars e um premio especial do Bafta (Oscar britânico).

Como todo artista que se preze (aliás, não sei porque razão) foi casado varias vezes e vivia nos Estados Unidos com a atual mulher há mais de 30 anos.

Assim como Cole Porter, os irmãos Gershwin, Michel Legrand, Maurice Jarre, ele também há de ficar, eternizado em suas canções.

A alma de um artista é seu trabalho. Se a alma é eterna, a arte é atemporal.

Have a nice trip Sir Barry.

Somewhere in Time

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

TUDO DE NOVO


Final de ano, tempo de balanço geral, daí muitas vezes bate aquele sentimento de culpa por não ter conseguido cumprir tudo o que se prometeu no inicio do ano.

Mas é aí que pequenas coisas são capazes de mudar todo um contexto.

Hoje me dei de presente um CD, que entre canções havia uma especial - On the sunny side of the street (o lado ensolarado da rua). Uma canção de Jimmy McHugh e Dorothy Fields de 1930. Achei esse CD por acaso, apesar de não acreditar em acaso.

Foi assim que faltando 4 dias pro ano acabar, resolvi acabar de uma vez com qualquer sentimento blasé e partir pro ano 2011 num ritmo mais light, deixando atrás da porta de 2010 todas as antigas preocupações, procurando caminhar por essa rua de doze meses do melhor lado, porque se um acordo é sempre melhor que uma disputa, a vida pode ser bem mais doce se a gente caminhar do lado que bate o sol.

Então, como diz a letra da canção "pegue seu casaco, seu chapéu e vamos lá"..

Vamos descobrir o lado ensolarado de 2011. Um ensolarado ano novo pra todos nós.



segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

SWEET DREAMS...


Já li diversas vezes sobre a força que tem os nossos pensamentos e já tive provas concretas que funcionam. Juro. O problema é que quando a gente está dentro de uma crise, normalmente a atenção dada a ela é mais forte do que a crença, que as coisas estão mudando.
Acabei de ler num blog; "Se você primeiro criar o hábito de observar seus pensamentos e depois criar o hábito de substituir pensamentos negativos, por positivos, ira paulatinamente tendo resultados".O difícil é ir "paulatinamente substituindo".
Dá pra ir substituindo, quando o computador trava no meio de uma das melhores frases/idéias? Ou quando o telefone toca às 7hs da manhã e é telemarketing? E quando é aquela pessoa que você daria tudo pra que ela riscasse seu nome da agenda?
Conheço uma pessoa, que apesar de todos os golpes que sofreu na vida, gosta de se divertir jogando uma pessoa contra a outra. Essa é sua performance. Ha anos se diverte assim.Com direito a criar histórias mirabolantes, casos que jamais aconteceram e diálogos imaginários. Seu passatempo consiste em fazer duas pessoas se desentenderem e ri muito promovendo sua guerra particular, talvez como uma forma de se vingar do mundo, que até por razões óbvias, a exclui.
Parece filme, personagem, mas não é; Existe, é real. E o pior, como é uma pessoa bem próxima, de tempos em tempos, lembra de mim e volta a atacar. E eu não posso simplesmente deletar.
Nesse caso, a teoria do pensamento positivo, não funciona. Olha que eu tentei...
Mas como diz um amigo meu; será que não são justamente essas "pedras no caminho", que instigam a caminhar?
Será que não são esses nossos aparentes “inimigos", os maiores incentivadores dos nossos sucessos? Será que não seriam eles, uma grande razão para que a gente lutasse com perseverança, para provar a eles e principalmente a nós mesmos que somos bons?
Prefiro acreditar que sim, assim como prefiro acreditar que com ou sem crise, com ou sem amigos-inimigos, vale a pena acreditar nos nossos sonhos, que sempre (não importa quando e como) se realizam. Certeza. Eu garanto. Assim como garanto que o dia sempre vai nascer depois da madrugada e todos os dezembros serão natal, em todas as partes do mundo. Pode apostar.
Bom natal a todos os meus amigos (ou não). E bons sonhos. Sempre.
Musica do filme French Kiss - Um filme onde todas as adversidades foram necessárias para o happy end - Les Yeux ouverts (dream a little dream of me) - grupo Beautiful Song -