Dizem que quando as pessoas estão meio fora do ar, devido a anestesias ou qualquer outra coisa assim, se voltam para o tempo mais feliz das suas vidas.
Se me perguntassem qual foi o tempo mais feliz da minha vida, eu diria que foi logo depois da minha separação, quando as crianças eram pequenas e eu batalhava sozinha pra criar meus filhos e viviamos todos em total harmonia. Na época, eu me propus a não assisitir jornais, ignorar problemas sociais ou politicos e meu interesse era exclusivamente musical e o bem estar das crianças.
Fiquei sem namorado um bom tempo, o que contribuiu para a ausencia de conflitos emocionais. Viajavamos nas férias, conversavamos muito e eramos um grupo unido, aliás como somos até hoje.
Acho que essa foi a melhor base que eu poderia dar e me dar tambem. O carinho, a cumplicidade. Coisa que me faltou na infancia.
Hoje, em meio a turbilhões de problemas profissionais e pessoais as lembranças voltam como um refugio e as vezes, uma canção, sem razão alguma lava a alma como se exorcizasse fantasmas e confirmasse que a vida sempre vale a pena.
Foi assim, ontem à tarde. Uma cantora que eu nem conhecia, uma musica que me tocou tão profundamente como uma brisa de sol depois da tempestade.
Tantas vezes a gente diz ou ouve dizer – “Ah, antigamente...” ou “No meu tempo”... Como se tudo que se refira ao passado fosse melhor. Será mesmo?
Os saudosistas que me perdoem, mas o encanto existe em todas as épocas.
Apesar de tudo que esteja acontecendo em termos musicais, por exemplo, meu avô (também compositor) não tinha acesso aos seus direitos autorais, coisa que eu tive e tenho e morreu por não existir na época, um simples antibiótico. E isso é só um detalhe. Violência urbana? Ela sempre existiu, com menos divulgação, porém, que nos dias de hoje ou esquecemos da violentíssima época medieval?
Divórcio, há cem anos (até menos do que isso) era sinônimo de humilhação social para a mulher, que feliz ou infeliz, devia suportar o marido até “que a morte os separasse”. Isso era “naquele tempo”. E o tal romantismo tão propagado, será que pertence mesmo, única e exclusivamente aos tempos passados? Como diz a letra da canção “AS TIME GOES BY” do filme Casablanca; “um beijo será sempre um beijo, enquanto houver um casal apaixonado...”
É exatamente disso, que trata o filme “Meia noite em Paris”, que acabei de ver e me deliciar com a deslumbrante fotografia, trilha de primeira – como sempre em filmes Woody Allen – e atores como; Tom Hiddleston, Rachel McAdams- Marion Cotillard- Kathy Bates e mesmo Carla Bruni como participação.
Só pra se ter uma ideia, quando o filme terminou, teve quem aplaudisse (incluindo eu), impregnados que estávamos da emoção final, que ao som das 12 badaladas de Paris, respondeu a todas as dúvidas de quem ainda tivesse – Você gostaria de viver numa outra época da humanidade?
A vida de um compositor nem sempre é tão poética como todo mundo pensa. Às vezes e enquanto o resto do mundo pensa que, pra nós tal coisa foi uma glória, na verdade, pra gente não foi mais do que uma negociação. Outras vezes, ninguém pode imaginar o quanto tal gravação ou evento, nos trouxe realização, paixão e alegria. É infinitamente pessoal.
Por diversas razões contáveis e incontáveis, dei férias pra mim mesma em relação a musica. Cansei de injustiças, plágios, negociações escusas e outras bobagens mais. Eu só não contava com os sinais. Sempre apostei nos sinais e não foram poucos:
Do nada, um amigo indicou uma peça que eu musiquei para uma produção e tudo leva a crer que essa produção vai ser levada ao palco. Uma amiga, cantora, me liga pedindo uma música especial - essa amiga que eu não via há anos – Em seguida, a minha editora pede autorização para usar minha musica numa campanha comercial de um grande produto. Sem contar os outros pequenos sinais que apareceram durante esse tempo.
Ok. Está na hora de acabar a hora do recreio e já passa da hora de reativar minhas idéias, meu home Studio, trocar as cordas do violão, regular meu teclado e revisar o som. Com ou sem pirataria, downloads, problemas ou não com direitos autorais. Afinal, essa é a minha praia, como diz o comercial que começa a ser veiculado agora (parabéns Wagner Moura!)
O ultimo tango em Paris (Bernardo Bertolucci), um filme muito mais poético que erótico, que discursa abertamente sobre a intimidade do ser humano, é lembrado mais uma vez pela partida da sua protagonista Maria Schneider, desconhecida na época, com apenas 19 anos que conheceu o sucesso mundial do dia pra noite.
Segundo consta, a idéia do filme apareceu a partir de uma fantasia de Bertolucci, que um dia viu uma linda mulher desconhecida nas ruas e imaginou toda uma história com ela.
Só que o filme não é apenas isso. Apesar de ser lembrado principalmente pela “cena da manteiga”, isso é o menos importante. Busca desvendar conflitos e segredos que a sociedade insiste em esconder. Como numa das falas de Marlon Brando, justamente naquela famosa cena: “Sagrada família...Diga! As crianças são torturadas até mentirem. A vontade é esmagada pela repressão. A liberdade é assassinada pelo egoísmo...”
Apesar do imensurável sucesso do filme, Maria Schneider se arrependia e culpava Bertolucci por esse trabalho. Depois de “O ultimo tango”, ela não conseguiu mais um sucesso a altura e se entregou ás drogas e ao desespero. Sua vida pessoal e artística foi marcada por escândalos e decadência.
Poderia ser feito um filme sobre o filme, uma vez que a polemica e os casos acontecidos durante e depois das filmagens dariam um grande roteiro.
No seu lançamento, a revista New Yorker considerou o mais importante filme da década “mudando a face de uma forma de arte, um filme que as pessoas esperam desde que filmes existem...” Porem o Village Voice descreveu passeatas de comitês de moralidade na porta do cinema.
Na França o Le journal de Dimanche, classificou como “um dos maiores filmes da história” e as pessoas aguardavam em fila durante duas horas no seu primeiro mês de exibição.
No Chile, o filme ficou interditado por 30 anos.
No Brasil, só pode ser exibido no Brasil em 1979 (sete anos depois) por causa da ditadura
Na Itália o filme foi lançado, mas uma semana depois a policia confiscou todas as suas cópias, por ordem da Justiça e processou Bertolucci por obscenidade. Depois disso, a Suprema Corte Italiana ordenou que todas as cópias fossem destruídas e condenou Bertolucci a quatro meses de prisão e seus direitos civis e políticos cassados por cinco anos.
A trilha sonora do compositor argentino Gato Barbieri, ganhou um Grammy pela trilha. Depois disso ele assinou com uma grande gravadora e lançou uma série de lançamentos pop/jazz de gosto duvidoso, permanecendo inativo pelo resto da década. Nunca mais foi o mesmo.
Marlon Brando, apesar de ter sido indicado ao Oscar como melhor ator e Bertolucci, como melhor diretor, declarou que jamais faria um filme desses de novo e cortou relações com Bertolucci.
Maria Schneider morreu em Paris, com 58 anos, triste e decepcionada, vítima de câncer, quarta feira passada. A maior referencia dela é ironicamente, justamente o filme que ela se arrependeu de ter feito.
Uma das musicas mais românticas dos últimos tempos, foi criada para um filme, baseado num livro ainda mais romântico e especial "Em algum lugar do passado".
Quem não conhece? Eu mesma, li o livro, assisti ao filme ( com o querido Christopher Reeve) varias vezes e não adianta nada conhecer o final. As emoções são as mesmas, as lágrimas também.
Sabemos que a emoção de um filme se deve em grande parte a sua trilha.
Domingo passado nos despedimos do criador dessa obra musical e de outras tantas de igual valor, como a trilha de "Entre dois amores", "Dança com Lobos", Perdidos na noite, James Bond, etc.
John Barry nasceu na Inglaterra, estudou piano e trompete e em 1957 formou uma banda de rock “The John Barry Seven". Mas seu sucesso aconteceu na televisão e no cinema, o que lhe deu cinco Oscars e um premio especial do Bafta (Oscar britânico).
Como todo artista que se preze (aliás, não sei porque razão) foi casado varias vezes e vivia nos Estados Unidos com a atual mulher há mais de 30 anos.
Assim como Cole Porter, os irmãos Gershwin, Michel Legrand, Maurice Jarre, ele também há de ficar, eternizado em suas canções.
A alma de um artista é seu trabalho. Se a alma é eterna, a arte é atemporal.
Final de ano, tempo de balanço geral, daí muitas vezes bate aquele sentimento de culpa por não ter conseguido cumprir tudo o que se prometeu no inicio do ano.
Mas é aí que pequenas coisas são capazes de mudar todo um contexto.
Hoje me dei de presente um CD, que entre canções havia uma especial - On the sunny side of the street (o lado ensolarado da rua). Uma canção de Jimmy McHugh e Dorothy Fields de 1930. Achei esse CD por acaso, apesar de não acreditar em acaso.
Foi assim que faltando 4 dias pro ano acabar, resolvi acabar de uma vez com qualquer sentimento blasé e partir pro ano 2011 num ritmo mais light, deixando atrás da porta de 2010 todas as antigas preocupações, procurando caminhar por essa rua de doze meses do melhor lado, porque se um acordo é sempre melhor que uma disputa, a vida pode ser bem mais doce se a gente caminhar do lado que bate o sol.
Então, como diz a letra da canção "pegue seu casaco, seu chapéu e vamos lá"..
Vamos descobrir o lado ensolarado de 2011. Um ensolarado ano novo pra todos nós.
Já li diversas vezes sobre a força que tem os nossos pensamentos e já tive provas concretas que funcionam. Juro. O problema é que quando a gente está dentro de uma crise, normalmente a atenção dada a ela é mais forte do que a crença, que as coisas estão mudando.
Acabei de ler num blog; "Se você primeiro criar o hábito de observar seus pensamentos e depois criar o hábito de substituir pensamentos negativos, por positivos, ira paulatinamente tendo resultados".O difícil é ir "paulatinamente substituindo".
Dá pra ir substituindo, quando o computador trava no meio de uma das melhores frases/idéias? Ou quando o telefone toca às 7hs da manhã e é telemarketing? E quando é aquela pessoa que você daria tudo pra que ela riscasse seu nome da agenda?
Conheço uma pessoa, que apesar de todos os golpes que sofreu na vida, gosta de se divertir jogando uma pessoa contra a outra. Essa é sua performance. Ha anos se diverte assim.Com direito a criar histórias mirabolantes, casos que jamais aconteceram e diálogos imaginários. Seu passatempo consiste em fazer duas pessoas se desentenderem e ri muito promovendo sua guerra particular, talvez como uma forma de se vingar do mundo, que até por razões óbvias, a exclui.
Parece filme, personagem, mas não é; Existe, é real. E o pior, como é uma pessoa bem próxima, de tempos em tempos, lembra de mim e volta a atacar. E eu não posso simplesmente deletar.
Nesse caso, a teoria do pensamento positivo, não funciona. Olha que eu tentei...
Mas como diz um amigo meu; será que não são justamente essas "pedras no caminho", que instigam a caminhar?
Será que não são esses nossos aparentes “inimigos", os maiores incentivadores dos nossos sucessos? Será que não seriam eles, uma grande razão para que a gente lutasse com perseverança, para provar a eles e principalmente a nós mesmos que somos bons?
Prefiro acreditar que sim, assim como prefiro acreditar que com ou sem crise, com ou sem amigos-inimigos, vale a pena acreditar nos nossos sonhos, que sempre (não importa quando e como) se realizam. Certeza. Eu garanto. Assim como garanto que o dia sempre vai nascer depois da madrugada e todos os dezembros serão natal, em todas as partes do mundo. Pode apostar.
Bom natal a todos os meus amigos (ou não). E bons sonhos. Sempre.
Musica do filme French Kiss - Um filme onde todas as adversidades foram necessárias para o happy end - Les Yeux ouverts (dream a little dream of me) - grupo Beautiful Song -
E lá vem Daniel Filho outra vez e com ele, o mesmo sucesso.
Quem iria ousar fazer do livro "As cariocas", publicado em 67, uma série pra tv com as devidas atualizações, sem perder o charme inicial de Sergio Porto?
Acompanhando o trabalho de Daniel, me surpreendi ontem à noite com o episódio "A adultera da Urca". O trabalho de direção, fotografia e texto, rima exatamente com a narrativa, no bom estilo Nelson Rodrigues (contemporâneo de Sergio Porto), dando o tom bem humorado pra história.
Quem assistiu Dancin Days e ainda guarda a lembrança de Julia e Cacá (Sonia Braga e Antonio Fagundes), não imaginava que eles estariam de volta, anos e problemas depois, como todos os casais, mesmo eles, protagonistas de uma bela história de amor.
Dizem que simpatia é recíproca, eu acredito. Não é a primeira vez que Daniel Filho "usa" uma das minha canções em suas produções (para meu grande orgulho). Foi surpresa. Excelente surpresa. Parabéns Daniel e obrigada. De novo.
Diante de tantas técnicas e medicinas reparadoras, que a cada diareinventam mais uma fonte da juventude, eu comecei a refletir sobre a razão dessa corrida as clinicas de tratamento e cirurgias, as idas incansáveis as academias, essa ansiedade feminina, em cortar, moldar, decepar, passar fome, se estressar, pra ficar bela, mais bela, ainda mais.....
Há que ser bela pra ser amada, repete a mídia. Amada por ela mesma, amada pelo outro e por esse amor não se medem esforços, sacrifícios, riscos de vida. Afinal, ainda segundo a mídia, o sexo dito frágil, para ser aceito tem obrigação de ser perfeito, nada menos do que isso. E elas acreditam. E enquanto acreditam a industria da chamada beleza, cresce e enriquece. Apenas um detalhe:
- É garantido, queuma mulher linda, perfeita, segundo nossos padrões de beleza, ganha o direito de ser amada de verdade? Não falo de adoração de fã, mas do amor fiel e leal, capaz de abdicar qualquer outra coisa por ela. Existe alguma mulher fantástica que seja também fantasticamente amada? Ok, existe, porem, na maioria das vezes, o amor mesmo, parece não ser endereçado a mulher perfeita. Vinicius que me perdoe, mas beleza nunca foi fundamental.
Dentre as mulheres mais amadas da história, a gente tem alguns exemplos.
Wallis Simpson, a Duquesa de Windsor – Americana, divorciada varias vezes, sem beleza nem origem e educação necessária para ocupar um lugar ao lado de Edward VIII, herdeiro do trono da Inglaterra. Por ela, ele abdicou do seu reinado, se afastou da família, provocou um escandalo no país, mas se casaram e viveram juntos, amantes e felizes até o final dos seus dias.
Yoko Ono – Até prova o contrário, foi ela o estupim que fez com queLennon acabasse com o grupo mais famoso da história da musica e também não era nada bela, nem sexy, nem jovem...
Frida Kahlo - Amante dos mais interessantes homens do seu tempo, adorada e cultuada inclusive pelo homem que ela amava . Ela era mais ela e com bigode e tudo.
Camila Parker - Ela teve tal importancia na vida do príncipe Charles, a ponto de sugerir a ele a nova princesa da Inglaterra (Diana, que apesar de bonita, foi traída, mal amada, etc). Camila continuou como sua amante até finalmente se casar com ele, sendo como todas as outras; sem beleza, divociada, com filhos e mais velha que a sua ex mulher.
Domitila de Castro, a Marquesa de Santos - Nada bonita, com muitos filhos e que ainda mantinha vários amantes.Por muito pouco deixou de ser imperatriz do Brasil. O grande amor do imperador D. Pedro l.
Bom, essas e outras mais, incluindo Cleópatra que dizem, nada tinha de beleza, mas com seu poder de sedução dominou Julio Cezar e Marco Antonio.
Alguém conhece alguma mulher conhecidamente linda, que tenha abalado corações masculinos a ponto de mudar o rumo da história? Ta bom, a Carla Bruni,a escandalosa senhora Sarkozy,é bonitinha, mas não abalou (por mais que tentasse). Talvez precisasse enfear um pouco, engordar, emagrecer, envelhecer ou quem sabe, estudar na cartilha da Yoko...
Uma noite, lá pros anos 70, acordei com uma musica que vinha do quarto dos fundos de nosso apartamento. Fui até onde vinha a musica e lá estava meu irmão, com violão compondo, visivelmente emocionado. Perguntei o que tinha acontecido. Ele me contou que havia sonhado com nosso avô (maestro e compositor) e que no seu sonho, o vovô regia uma orquestra com aquela musica. Meu irmão havia acordado e se lembrado da musica inteira, então decidiu colocar uma letra nela. Concordei com ele, quando disse que a canção era um presente que ele tinha acabado de ganhar e apesar de um pouco assustada com a história, me emocionei com a letra que ele estava escrevendo. Essa música depois de pronta, foi gravada com naipes de violinos e outros instrumentos acústicos que realizaram em estúdio, algo muito próximo ao que meu irmão presenciou em sonho. Eu ajudei nos vocais. Porém, antes de ser gravada, foi com ela que ganhamos diversos festivais de musica por esse Brasil a fora, o que ajudou, em grande parte, para o desenvolvimento da nossa vida profissional.
Presente do vovô.
Sábado que vem, dia 13 é aniversário do meu irmão. Não tenho dúvidas de que qualquer dia desses a gente se vê, e vamos continuar de onde paramos, das novidades que ainda não contamos, das canções que ainda não fizemos, das brincadeiras e dos risos que estão guardados no tempo, pra quando esse dia chegar. Naquela época, talvez ele sentisse, mas eu não sabia que a vida poderia ser tão misteriosamente irônica...
Tem gente que ainda pergunta, por que não se ouve mais uma boa música nas rádios. Foi o público que mudou?
Pra quem ainda não sabe, é bom estar consciente que só se ouve, se vê e se compra, aquilo que a mídia decide. Jamais o publico vai conhecer uma música por melhor que seja, se o compositor, cantor, gravadora, não tiver dinheiro suficiente ( leia-se muito dinheiro)para que essa canção seja tocada. Tanto em rádios como em programas de televisão. Tenho amigos que me mostram canções lindíssimas, que jamais serão tocadas, jamais serão conhecidas pelo publico.
Da coluna de Flavio Ricco - Uol - vazou uma "tabela" dessa manipulação que em nome da "divulgação", legalizou o que antes era proibido.
coluna do Flavio Ricco - Uol
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Um dos programas mais conhecidos, gerado de São Paulo, cobra R$ 45 mil para duas apresentações. Este valor é dividido ao meio, porque a televisão também leva a parte dela. Detalhe: com nota fiscal. Ninguém admite ou fala escancaradamente sobre o assunto, mas como se vê não tem sonegação. Legal, mas imoral. Outro programa semanal, na mesma televisão, cobra bem menos. Apenas R$ 20 mil, também por duas músicas, porém, neste caso, a emissora não tem participação. Tudo feito por debaixo do pano. O dinheiro é dividido em sua maior parte entre o diretor e o apresentador, além da comissão de praxe ao intermediário. Mas isso não chega a ser nenhuma novidade. No rádio, principalmente em emissoras dos grandes centros, esta é uma prática de muito tempo. Os preços em São Paulo variam de R$ 10mil a R$ 30 mil, conforme a colocação no Ibope. Também com nota fiscal. São 3 execuções diárias durante 20 dias. -----------------------------------------------------------------------------
Eu fico pensando em quem está chegando agora, iludido por seus sonhos de arte e talento. Minha vontade seria dizer: - Amigo, isso deixou de ser importante, faz tempo. Quem chegou lá, chegou. Quem não chegou, não chega mais. A não ser que tenha muito dinheiro pra "sustentar" essa "divulgação milionária".
Mas não digo nada, até porque ainda tenho aquele restinho de esperança lá no fundo (ou seria intuição?).
Vai que aparece algum "espertinho" e descobre que pode ganhar muito mais dinheiro de outra maneira e a coisa muda?
Faltando alguns dias para a decisão e ainda com muitos indecisos, é bom saber que alguem se lembrou que precisamos de arte e cultura.
Do blog de Sydney Rezende, um trecho da apresentação de José Serra hoje a tarde na televisão:
" José Serra falou sobre a presença da cultura, da arte e do esporte na vida brasileira e citou os jovens como promovedores do desenvolvimento do setor, chegando a citar o trecho de uma música dos Titãs.
- O Brasil faz bonito e não deixa nada a dever. Grande parte do talento está na nossa juventude. Da garotada e rapaziada que estuda e está em busca de emprego. Andando por esse Brasilzão inteiro, quando jovens estão precisando de um incentivo. Quero fazer um governo amigo do jovem brasileiro. Como diz a letra dos Titãs: A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte".
Como diz um amigo meu: Preferências e convicções à parte, impossivel negar que é hilário. Assista:
Assim como o carioca tem o hábito de dizer "olha só...", os paulistas (sem perceber) dizem muitas vezes "então". Daí o "então" é usado pra muitas coisas; pra começo de frase ( então eu acho que...), pra afirmar (você gosta mesmo disso ? resposta - então), e por aí vai... Outro dia me perguntaram por que eu não tinha ainda um blog, uma vez que adoro escrever e toda a minha vida trabalhei com comunicações. Foi quando entrei aqui, olhei pra sessão de blogs e pensei : - Então...
Compositora com mais de 300 musicas gravadas por muita gente boa, entre elas a música Outra Vez que Roberto Carlos gravou, antes de um monte de outras regravações. Resolveu montar um selo e uma editora "Toca Disc", gravou seu próprio CD e escreveu um livro"Você também faz musicas?" - Responsável por trilhas sonoras em teatro e cinema, propagandas publicitárias e temas de várias novelas da Rede Globo de Televisão.