O tempo passa pra todo mundo. Nosso “Rei” Roberto Carlos pode até estar mais velho, mas com a idade veio a sensatez, a sabedoria a coragem de assumir certos defeitos e manias, comuns a todos nós, mortais, mas que antes eram simplesmente lendas atribuídas a ele.
Sua forma de cantar mudou. Está mais sóbrio, mais sério. Traz na bagagem muita história; decepções e perdas versus sucessos escandalosos, a somatória de sua vida singular. Isso se vê refletido na sua voz, na sua interpretação e até na postura frente aos seus súditos fieis.
Muitas coisas eu já sabia, outras pressentia e outras ainda fiquei sabendo, ontem, na sua entrevista no programa Jo Soares.
Sempre soube do seu amor pela natureza, mas foi novidade o episódio da lagartixa, hóspede efetiva no seu apartamento, do cuidado em relação às formigas e outros pequenos bichinhos.
Nos dias de hoje, em que a sensibilidade é tão rara, assim como a bondade, ele é aquele diamante cor de rosa que não tem preço, como ser humano. Como artista, nada tenho a dizer, suas musicas falam por ele.
E vão continuar a falar, séculos depois, quando o mundo contar a história de que houve um dia um homem, um cantor, um compositor, de tão grandioso talento que era chamado de Rei, que amava o mar, o céu, a floresta, os animais e nem o tempo foi bastante forte para apagar suas marcas.
Não adianta nem tentar esquecer.
(trecho da entrevista de Roberto Carlos 17/09/2011)
